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COMO VOTA O ELEITOR PAULISTA?

Instituto Badra se propõe o desafio de acertar como vota o eleitor paulista

Levantamento registrado junto ao TSE é fruto de uma releitura dos métodos e da forma de fazer pesquisa de intenção de voto

Da Redação BS9

Da Redação BS9

28/10/2022 — sexta-feira às 03h34

Instituto Badra se propõe o desafio de acertar como vota o eleitor paulista

O TSE vem adotando uma série de medidas para ampliar a transparência do sistema eletrônico de votação - (foto: Freepik)

Como irá votar o eleitor indeciso? Há chance de os votos nulos e brancos virarem votos válidos? Quem declara que não vai votar pode mudar de ideia de última hora?

Disposto a responder a essas perguntas, o Instituto Badra registrou pesquisa junto à Justiça Eleitoral a fim de identificar o voto do eleitor paulista, nessa reta final do segundo turno. Com uma abordagem de campo diferente, o levantamento busca perceber a inclinação de voto dos indecisos, dos que declaram que irão votar branco ou nulo, e também daqueles que, a princípio, afirmam que não votarão em 30 de outubro.

Pelo questionário proposto pela Badra, logo após a intenção de voto estimulada há uma pergunta específica, provocando o eleitor que não declara o seu voto a indicar em quem estaria mais propenso a votar, se a eleição fosse hoje. “Na prática a gente insiste com essa categoria de entrevistado, pedindo que informe em quem estaria mais propenso a votar, independentemente de sua posição atual”, explica Maurício Juvenal, analista de dados do Instituto.
Segundo ele, o método tem dado certo. “Vale lembrar que no máximo 15% do eleitorado ainda não fez sua escolha. Essa é de fato uma eleição em que a imensa maioria dos eleitores já escolheu um lado. E está justamente aí a importância da estratégia formulada pela Badra, ou seja, além da resposta estimulada, será possível apontar para onde, potencialmente, está caminhando o voto dos que não têm um candidato definido”.

O objetivo da Badra é oferecer ao eleitor, na próxima sexta-feira, dia 28, um resultado de pesquisa que seja o reflexo dos números das urnas no domingo, dia 30.

Outras boas tendências – Além da insistência com o eleitor que não se decidiu, a Badra está monitorando outras duas importantes tendências. Uma que trata da transferência de votos dos eleitores de Simone Tebet (MDB) e de Ciro Gomes (PDT), isto é, quem votou neles no primeiro turno, como votará agora, no segundo. A outra é sobre a ocorrência ou não do “vira voto”, ou seja, uma possível migração de votos dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) em favor de Lula e vice-versa.

Estratégias são as mesmas para a disputa ao Governo de São Paulo

A pesquisa da Badra também aborda a disputa estadual, para o Governo de São Paulo, entre Fernando Haddad, do PT, e Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Especificamente no caso de São Paulo, a identificação da migração dos votos dados ao governador Rodrigo Garcia (PSDB), terceiro lugar na disputa no primeiro turno, com 18,4% dos votos válidos, pode ser determinante para que o resultado da pesquisa coincida com o resultado das urnas.

“Também estamos trabalhando no sentido de estimular aqueles que não têm candidato definido, a manifestarem aos entrevistadores sua inclinação de voto, caso a eleição fosse hoje”, destaca Maurício Juvenal.

O resultado da pesquisa Badra será divulgado na próxima sexta-feira, dia 28, a partir das 13h. O caderno completo ficará disponível na página do instituto na internet: www.badracomunicacao.com.br. Entre os dias 24 e 27 de outubro, estão sendo ouvidos 2.656 eleitores, em 59 municípios do Estado de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números BR 08831/2022 e SP 06125/2022.

A Badra decidiu realizar a pesquisa de modo autoral, como forma não se só de rebater às críticas aos erros dos institutos no primeiro turno, mas sobretudo num exercício de aprimoramento de sua forma de executar os levantamentos. “A gente reexaminou a técnica, reviu o método, reprogramou o campo e mudou abordagem. Tudo no sentido de aprender com o erro para fazer melhor e com mais precisão. O desafio que propusemos a nós mesmos foi o de acertar o resultado das urnas”, finaliza o especialista.
 

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