ECONOMIA
Conhecida pelo turismo e pelo porto, a RA de Santos tem na banana quase 97% de seu Valor da Produção Agropecuária, com mais de 3,1 milhões de caixas colhidas na encosta da Serra do Mar
Da Redação
08/08/2026 — sábado às 06h00
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Quando se fala em Baixada Santista, a imagem que vem à cabeça é a da praia. Mas, subindo alguns quilômetros em direção à encosta da Serra do Mar, a região revela outra vocação: a agropecuária. A Região Administrativa de Santos registra Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 141,68 milhões em 2025, puxado pela banana, que sozinha soma R$ 137,97 milhões, ou cerca de 97% de tudo o que a região produz. Foram 3.154.962 caixas de 21 kg colhidas, o que faz da fruta uma das produções mais concentradas do Estado de São Paulo. O cultivo aparece em praticamente todos os municípios da região, segundo o Censo Agropecuário (LUPA) 2016/2017. A banana está em 82,35% das unidades de produção de São Vicente, 80% de Cubatão e de Mongaguá, 72,73% de Santos e 70,39% de Peruíbe. A região também colhe maracujá (R$ 1,04 milhão), mandioca de mesa e batata-doce, produz ovos de galinha (R$ 1,58 milhão) e mantém forte atividade de piscicultura, presente em todas as unidades com criação animal registrada em Praia Grande, em 80% das de Mongaguá e em 48% das de Peruíbe.
Esse desempenho vem acompanhado de investimento público. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) atua na Baixada com programas que chegam ao produtor local. O programa Patrulha Agrícola levou três maquinários a três municípios, com investimento de R$ 677 mil, e o programa Rotas Rurais endereçou 404 propriedades ao longo de 29,17 km de estradas rurais, o que facilita tanto o escoamento da produção quanto o atendimento de emergência no campo. O FEAP, Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, financiou R$ 1,05 milhão em contratos distribuídos por sete municípios da região.
Pelo Programa de Aquisição de Alimentos, mais de vinte agricultores familiares de quatro municípios venderam o que colheram para a montagem de 5.103 cestas distribuídas a famílias em situação de vulnerabilidade. É a comprovação de que o alimento produzido entre a serra e o mar não abastece apenas os mercados da região, mas volta para a mesa de quem mora nela. A Baixada continua sendo litoral, e é também agro.
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