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SEGURANÇA DA MULHER

Saiba como funciona e como acessar o serviço do Circuito Integrado para atendimento a mulheres em situação de violência

Unidade móvel oferece acolhimento psicossocial, orientação jurídica e acesso a diferentes órgãos da rede de proteção em um único local

Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo

Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo

22/07/2026 — quarta-feira às 06h58

Saiba como funciona e como acessar o serviço do Circuito Integrado para atendimento a mulheres em situação de violência

Iniciativa encurta a 'rota crítica' ao reduzir os deslocamentos e evitar que a mulher tenha que repetir o relato de violência - Divulgação

Buscar ajuda após sofrer violência doméstica pode significar reviver o trauma a cada novo atendimento. Pensando em tornar esse processo mais acolhedor, o Circuito Integrado de Proteção às Mulheres reúne, em uma unidade móvel, os principais serviços de atendimento às vítimas. O objetivo é facilitar o acesso aos serviços de proteção, agilizar os encaminhamento e evitar que a mulher desista da denúncia diante da necessidade de procurar diferentes instituições. No mesmo espaço, é possível receber atendimento psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento aos órgãos responsáveis, de acordo com as necessidades identificadas em cada caso. 

Coordenado pela Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, o Circuito Integrado de Proteção às Mulheres promove a atuação unificada da rede de assistência social, da segurança pública, da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Poder Judiciário.  O modelo foi desenvolvido especialmente para aproximar os serviços de proteção das mulheres que vivem em municípios sem estruturas especializadas de atendimento. 

Como funciona o atendimento?

Ao chegar à unidade móvel, a mulher é recebida por uma equipe especializada. Durante o acolhimento, é aplicado o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR), ferramenta que auxilia na identificação da gravidade da situação e na definição das medidas necessárias para garantir sua proteção. 

No próprio equipamento, a mulher pode receber atendimento psicossocial e orientação jurídica, registrar boletim de ocorrência e ser encaminhada aos serviços de saúde, assistência social e demais órgãos da rede de proteção. Dependendo da situação, também pode ser formalizado o pedido de medida protetiva. 

O Circuito conta ainda com a atuação do Poder Judiciário, possibilitando que os pedidos de medidas protetivas sejam analisados e deferidos no próprio local, quando estiverem presentes os requisitos legais. A estrutura também oferece um espaço de recreação para crianças, garantindo mais tranquilidade e privacidade às mães durante o atendimento. 

Diferente dos serviços tradicionais, em que a vítima precisa procurar diferentes instituições, o Circuito reúne em um único local os principais serviços da rede de proteção. A iniciativa reduz a chamada “rota crítica” ao diminuir o número de deslocamentos e evitar que a mulher tenha de repetir diversas vezes o relato da violência sofrida. 

O equipamento percorre municípios do interior paulista selecionados com base nos índices de violência contra a mulher e na ausência de estruturas especializadas de atendimento, permanecendo cerca de uma semana em cada cidade, enquanto os casos seguem acompanhados pelos órgãos responsáveis após a passagem da unidade.

Próximas cidades e acesso ao serviço

A etapa atual do Circuito acontece em Fernandópolis até o dia 24 de julho. Em seguida, entre os dias 27 e 31 de julho, a unidade estará em Jales, onde mulheres do município e de toda a região também poderão acessar os atendimentos oferecidos. As informações sobre datas, endereços, horários e orientações de acesso, além do cronograma das próximas cidades, podem ser consultadas no site da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo.

A unidade móvel não substitui as Delegacias de Polícia de Defesa da Mulher, os Centros de Referência ou os demais equipamentos públicos. Seu papel é integrar esses serviços, aproximá-los da população e agilizar os encaminhamentos.

Em caso de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Informações, orientações e denúncias de violência contra a mulher também podem ser obtidas pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180.

Serviço

Circuito Integrado de Proteção às Mulheres – SP Por Todas em Fernandópolis

Data: de 20 a 24 de julho de 2026

Local: Praça da Matriz Joaquim Antônio Pereira – Centro, Fernandópolis (SP)

Terça-feira (21/7) a quinta-feira (23/7)

Atendimento ao público: das 9h às 17h

Sexta-feira (24/7)

Atendimento ao público: das 9h às 13h

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