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Governo do Brasil e BNDES apresenta projetos para ampliar mobilidade urbana na Baixada Santista

Investimento na região é estimado em R$ 3,4 bilhões. Em todo país, 187 projetos foram definidos, com investimentos da ordem de R$ 430 bilhões

Da Redação

Da Redação

30/10/2025 — quinta-feira às 06h00

Governo do Brasil e BNDES apresenta  projetos para ampliar mobilidade urbana na Baixada Santista

A implementação dos projetos evitará a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano - Divulgação

Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades, concluiu a definição de projetos para ampliar as redes de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) na Baixada Santista. Na região, o ENMU projeta expansão da rede em três projetos de VLT (25km) e um de BRT (18km). O investimento estimado para os projetos é de R$ 3,4 bilhões.
 

Na Baixada Santista, a implementação dos projetos resultará na redução estimada de cerca de 150 mortes em acidentes de trânsito até 2054. E, também, evitará a emissão de 39 mil de toneladas de CO2 por ano. Outro benefício é a redução do custo operacional por viagem, decorrente da maior utilização dos sistemas de média e alta capacidade, que tipicamente são mais eficientes. No caso da Baixada, a redução é de 6%.
 

"Com o estudo, o BNDES contribui com a produção de uma política pública para a formulação de uma estratégia nacional de mobilidade urbana, de longo prazo e sustentável, unindo esforços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, com um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
 

"Os projetos selecionados mostram que o Brasil está buscando se adaptar às mudanças do clima, com ações que unem sustentabilidade, mobilidade e inclusão social", afirma o ministro das Cidades, Jader Filho. "Investir em transporte coletivo limpo é investir nas cidades e nas pessoas, para que os centros urbanos se tornem mais resilientes, com menos poluição e deslocamentos mais rápidos e seguros."
 

Na Baixada Santista, com a implantação dos projetos previstos no ENMU haverá também a redução no tempo médio de deslocamentos na cidade, com um impacto estimado em R$ 760 milhões.
 

Na Baixada Santista, os projetos apontados pelo ENMU são extensão do VLT da Baixada Santista - entre Terminal Samaritá e Terminal Tatico, implantação do VLT Santos-Guarujá e do BRT Praia Grande - entre Estação São Vicente (VLT) e Terminal Caiçara e extensão do VLT da Baixada Santista - entre Terminal Barreiros e Terminal Samaritá.
 

"Os projetos selecionados mostram que o Brasil está buscando se adaptar às mudanças do clima, com ações que unem sustentabilidade, mobilidade e inclusão social"

Jader Filho, ministro das Cidades
 

187 PROJETOS EM TODO O PAÍS - Em todo país, o ENMU concluiu a definição de 187 projetos para ampliar as redes de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) nas 21 maiores regiões metropolitanas (RMs) do país.
 

Ao todo, são estimados investimentos da ordem de R$ 430 bilhões, sendo R$ 230 bilhões em metrôs, R$ 31 bilhões em trens, até R$ 105 bilhões em veículos leves sobre trilhos (VLT), até R$ 80 bilhões em BRTs e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus. A aceleração desses investimentos dependerá do modelo de financiamento adotado, sendo os investidores privados via concessões e parcerias uma ferramenta relevante.
 

REDUÇÃO DE MORTES - A implementação de todos os projetos previstos no ENMU resultará na redução estimada de 8 mil mortes em acidentes de trânsito ao até 2054 nas 21 RMs. Evitará ainda a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano, equivalentes a uma absorção de carbono de uma área estimada de floresta amazônica de 6.200 km2, equivalente a 5 vezes a área do município do Rio de Janeiro.
 

Outros benefícios incluem a redução do custo da mobilidade urbana em cerca de 10%, considerando sistemas mais eficientes, e o aumento do acesso da sociedade a empregos, escolas, hospitais e áreas de lazer em menor tempo. Haverá, também, a redução no tempo médio de deslocamentos nas cidades, com um impacto econômico estimado de mais de R$ 200 bilhões. Integram o estudo as seguintes RMs: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Santos, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Distrito Federal, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Fortaleza, Belém e Manaus.
 

>> A íntegra do estudo pode ser acessada AQUI.

 

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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