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Nottus aponta cenário climático mais favorável para a safra 2025/26 nas principais regiões produtora

Segundo a Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica, entre os fatores destaca-se um quadro oceânico marcado pela persistência de águas frias no Pacífico Equatorial condição que afeta a circulação atmosférica global, embora não

Da Redação

Da Redação

15/10/2025 — quarta-feira às 03h54

Nottus aponta cenário climático mais favorável para a safra 2025/26 nas principais regiões produtora

Para esta safra, há risco de estiagens regionalizadas de curta duração, entre dezembro e janeiro, especialmente no Rio Grande do Sul. - Divulgação

A safra 2025/2026 terá um cenário mais favorável e menos extremo em relação a anos anteriores, o que traz boas perspectivas para o agronegócio brasileiro. Segundo a Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica, entre os fatores destaca-se um quadro oceânico marcado pela persistência de águas frias no Pacífico Equatorial condição que afeta a circulação atmosférica global, embora não configure tecnicamente um La Niña forte.

 

O ano de 2025 traz uma semelhança em comparação ao panorama de 2013, com menor ocorrência de eventos extremos. "Essa configuração geral favorece a condição climática no Brasil, com impactos positivos para o setor agrícola e para os recursos hídricos. De qualquer forma, é fundamental que regionalmente o produtor mantenha habitual atenção e cautela e siga as recomendações técnicas no planejamento da lavoura", diz Paulo Etchichury, CEO da Nottus. "Tiramos de lição que a participação direta do produtor na definição da estratégia, uso de tecnologia e manejo da lavoura são importantes para mitigar e reduzir os efeitos de eventuais contratempos climáticos", conclui Etchichury.

 

Perspectiva climática para as regiões produtoras do Brasil

 

Sul – O plantio das lavouras de grãos da região deve ocorrer entre outubro e novembro, com boa umidade do solo garantida pelas chuvas da primavera. Apesar da previsão de ondas de frio tardias e episódios de calor extremo no verão, o cenário é mais favorável se comparado com a safra anterior, que foi marcada por estiagens severas. Para esta safra, há risco de estiagens regionalizadas de curta duração, entre dezembro e janeiro, especialmente no Rio Grande do Sul.

 

Centro-Oeste – As chuvas ocorridas no fim de setembro e começo de outubro devem se regularizar em novembro e favorecer o plantio das lavouras de verão, especialmente a de soja. Esse quadro permitirá que o plantio ocorra dentro do período ideal, incluindo a segunda safra de milho (milho safrinha). Em geral, a região apresenta um ciclo de chuva no verão mais bem definido. Contudo, o início e o final do período chuvoso podem oscilar de um ano para outro.

 

Sudeste – Especialmente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Cerrado Mineiro, o retorno das chuvas está previsto para outubro, com regulação em novembro e deve se prolongar até abril de 2026. A condição climática beneficiará as lavouras de grãos, como soja e milho e também as culturas da região, como cana-de-açúcar, café e laranja. Pequenas oscilações na distribuição das chuvas durante o verão não devem comprometer a produtividade, e a reposição hídrica será positiva para o solo e os reservatórios.

 

Norte e Nordeste – Para a região do MATOPIBA – que compreende o sul do Maranhão, Tocantins, sul do Piauí e oeste da Bahia –, o principal risco climático para as lavouras de verão está associado à redução das chuvas entre janeiro e fevereiro de 2026 e com risco de episódios de estiagens regionalizadas. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e as condições do Oceano Atlântico contribuem para um cenário favorável, com o prolongamento das chuvas até abril e maio. O início das chuvas não deve atrasar e se estender entre novembro e março, com prováveis episódios em outubro.

 

 

Sobre a Nottus

A Nottus é uma empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. Com equipe altamente qualificada, traduz o grande volume de dados sobre fenômenos climáticos em boletins analíticos claros e objetivos, com informações direcionadas aos interesses de seus clientes. A Nottus avalia e consolida referências dos principais modelos de previsão meteorológica, como os americanos Global Ensemble Forecast System (GEFS), Global Forecast System (GFS) e Climate Forecast System (CFS) e o modelo europeu European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), e também dados detalhados de monitoramento climático do Brasil para entregar soluções confiáveis e acessíveis ao público, valendo-se de tecnologia de ponta, análise de dados e machine learning, e também do olhar experiente e acurado de seus especialistas.

 

 

Ana Acocella

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