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Ministério da Saúde lança Política Nacional de Cuidados Paliativos

Iniciativa visa melhorar qualidade de vida de pacientes com doenças graves na capital paulista

Robson de Castro

Robson de Castro

02/06/2024 — domingo às 12h44

Ministério da Saúde lança Política Nacional de Cuidados Paliativos

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Uma nova estratégia de saúde está prestes a transformar a realidade dos paulistas. A Política Nacional de Cuidados Paliativos, lançada pelo Ministério da Saúde, está sendo implementada em todo o país, e São Paulo será contemplado com a habilitação de 286 equipes especializadas, parte das 1,3 mil que serão implantadas em todo o território nacional. Essa iniciativa visa proporcionar assistência de qualidade para aqueles que enfrentam doenças graves, crônicas ou em fase terminal, garantindo alívio da dor, controle de sintomas e apoio emocional tanto para os pacientes quanto para seus familiares e cuidadores. 

Do total de equipes, a estimativa é que a estratégia seja composta por 485 equipes matriciais (fazendo a gestão dos casos) e 836 equipes assistenciais (prestando a assistência propriamente dita), ambas formadas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos. Em São Paulo, serão 102 matriciais e 184 assistenciais. Também serão criadas equipes com pediatria. Os gestores locais terão autonomia para incorporar outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, dentistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos e nutricionistas. Com isso, após habilitação de todas as equipes, o investimento previsto é de R$ 887 milhões por ano. 

A política, inédita no país, vai permitir uma assistência mais humanizada. Antes, com atendimento limitado, escassez de profissionais com formação paliativa e barreiras culturais, os serviços estavam concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com consequente ausência nas regiões Norte e Nordeste. Agora, três eixos vão guiar os cuidados paliativos no serviço público de saúde: 

  • criação de equipes multiprofissionais para disseminar práticas às demais equipes da rede;
  • promoção de informação qualificada e educação em cuidados paliativos;
  • garantia do acesso a medicamentos e insumos necessários a quem está em cuidados paliativos.  

Será composta uma equipe matricial para cada fração de território com 500 mil habitantes de uma mesma macrorregião de saúde e uma equipe assistencial para cada 400 leitos do SUS habilitados. Caberá aos estados solicitarem equipes matriciais e aos municípios equipes assistenciais, que poderão estar sediadas em hospitais, ambulatórios, junto a serviços de atenção domiciliar ou de atenção primária.  

As equipes vão atuar em diferentes locais da rede de saúde, incluindo o atendimento domiciliar. Seu papel será auxiliar e ensinar outras equipes que tenham sob seus cuidados pessoas com necessidades de cuidados paliativos a prestarem esse tipo de cuidado de forma eficaz e humanizada. A Política Nacional de Cuidados Paliativos é fruto da mobilização popular e de especialistas e chega para aprimorar serviços já ofertados no SUS em hospitais gerais e especializados, centros de atenção oncológica e outros.  

Mais Acesso a Especialistas 

A Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) se articula as ações do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), com objetivo de ampliar e qualificar o cuidado e o acesso à Atenção Especializada em Saúde – AES de pacientes e famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, prevenindo e aliviando o sofrimento por meio da identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas de saúde. O ponto de partida é a necessidade de tornar o acesso do paciente aos exames especializados e às consultas o mais rápido possível e com menos burocracia, a partir do encaminhamento realizado pela Equipe de Saúde da Família - ESF. 

Fonte: Ministério da Saúde

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