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Mortalidade do câncer de mama aumenta em 86,2% no Brasil; confira as causas

Especialista explica que um número maior de casos pode estar ligado ao envelhecimento da população, sedentarismo e obesidade; diagnóstico precoce pode ser a chave para a cura

da Redação BS9

da Redação BS9

19/04/2024 — sexta-feira às 21h01

Mortalidade do câncer de mama aumenta em 86,2% no Brasil; confira as causas

whatsapp image 2024 04 19 at 144740 - Freepik

O câncer é um dos grandes males do século XXI e, apesar de conhecido, ainda há necessidade de mais descobertas científicas e disseminação de informação. Segundo uma pesquisa deste ano da Umane, associação civil de apoio às iniciativas da saúde pública, em 22 anos, a taxa de mortalidade de câncer de mama aumentou 86,2%, no Brasil.
 
Para o médico clínico Dr. Marcelo Bechara, há diversos fatores ligados ao aumento da mortalidade, que permeiam questões sociais e até financeiras. “Isso acontece devido ao envelhecimento da população e obesidade também. Sobre o câncer de mama, por exemplo, as mais afetadas são as mais idosas e as que têm menor poder aquisitivo, inclusive. Mulheres mais instruídas costumam realizar exames com mais frequência, tornando a chance de cura maior. Diagnóstico tardio aumenta o insucesso no tratamento”, revela Marcelo.

Assim como o especialista explica, o estudo da Umane evidencia essa mudança na pirâmide-etária da população brasileira, mostrando que a taxa de mortalidade em decorrência da doença ocorreu em todas as faixas etárias acima de 35 anos, com destaque para as mulheres com mais de 65 anos, que representaram 179% dos registros clínicos.

A saída para diminuir os casos continua sendo o diagnóstico precoce e o tratamento. “Convencionalmente, tratamos com cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Mas contamos com os avanços significativos no tratamento de todos os tipos de câncer", exclama o especialista.

Futuro
Outro levantamento, desta vez da Sociedade Americana do Câncer, revela que até 2050, o câncer em geral deve aumentar 77% no mundo inteiro. “Sempre pontuo isso. Crescimento populacional, maior envelhecimento das pessoas, piora no estilo de vida com dietas pobres e sedentarismo, grandes infecções como H.Pilory, Hepatites B e C, HPV que podem levar ao surgimento da enfermidade. Fora o aumento do acesso a exames diagnósticos, com mais notificações da doença estão envolvidos nesse acréscimo”, afirma Bechara.

Porém, o futuro não reserva apenas más notícias. A oncologia caminha para tratamentos mais eficientes. Atualmente, a medicina já conta com a imunoterapia, terapia-alvo e quimioembolização. Além disso, de acordo com o especialista, as técnicas cirúrgicas vão melhorar e haverá mais avanços nos estudos de vacinas contra a doença.

“Mesmo com os desafios, estamos vivendo uma era promissora na oncologia. O mais relevante ainda é se cuidar para evitar e, caso tenha, ter o diagnóstico preciso e rápido para um tratamento com eficácia. Precisamos seguir acreditando na ciência”, comenta o Dr. Marcelo Bechara.

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