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Instrumentos da Saúde: Musicoterapia na Reabilitação e Cuidados Médicos

A prática da Musicoterapia pode ser aplicada a pessoas de todas as idades e em diversos contextos, desde hospitais e clínicas até escolas e centros de reabilitação

da Redação BS9 - Victor Persico

da Redação BS9 - Victor Persico

26/07/2023 — quarta-feira às 03h00

Instrumentos da Saúde: Musicoterapia na Reabilitação e Cuidados Médicos

Os musicoterapeutas são profissionais treinados que utilizam a música de maneira estruturada e sistemática para atingir metas terapêuticas específicas - Reprodução

A música é uma forma de expressão que transcende barreiras culturais e linguísticas. Além de sua capacidade inegável de entreter, emocionar e unir pessoas, a música também pode ser uma poderosa ferramenta terapêutica. Nesse contexto, nasce a Musicoterapia, uma prática que utiliza a música como meio de promover o bem-estar físico, emocional, cognitivo e social dos indivíduos.

A origem da Musicoterapia remonta aos primórdios da civilização humana, quando as culturas antigas perceberam que a música tinha um papel importante na cura de doenças e no equilíbrio do ser humano. No entanto, foi apenas no século XX que a Musicoterapia começou a se estabelecer como uma disciplina formal, com o desenvolvimento de teorias e abordagens clínicas.

Os musicoterapeutas são profissionais treinados que utilizam a música de maneira estruturada e sistemática para atingir metas terapêuticas específicas. A prática da Musicoterapia pode ser aplicada a pessoas de todas as idades e em diversos contextos, desde hospitais e clínicas até escolas e centros de reabilitação.

Para o musicoterapeuta, Marcelo de Oliveira Pinho, "a música possui elementos intríssecos, que podem influenciar nossas emoções e até mesmo as funções cerebrais. Usando como exemplo ritmos mais lentos e suaves que ajudam na redução da ansiedade e o estresse, enquanto os mais acelerados promovem motivação e energia".

Os benefícios da Musicoterapia são diversos e abrangem diferentes áreas da saúde. Na esfera emocional, a música pode ajudar a liberar sentimentos reprimidos, reduzir a ansiedade e o estresse, além de melhorar o humor. No âmbito físico, a música pode ser usada para melhorar a coordenação motora, a força muscular e até mesmo a função respiratória. A nível cognitivo, a Musicoterapia tem mostrado efeitos positivos no estímulo à memória, concentração e habilidades de aprendizado. Além disso, a prática musical em grupo pode promover a interação social, o trabalho em equipe e a empatia.

"A musicoterapia, ao ouvir e tocar música, revela efeitos surpreendentes na melhoria das frequências cardíacas, respiratórias e pressão em pacientes com doença arterial coronária, além de apresentar eficácia notável no alívio de sintomas de ansiedade, depressão e isolamento em transtornos neurológicos", explica Marcelo.

"Seu impacto se estende ainda ao tratamento de vítimas de AVC, despertando emoções e estimulando interações sociais, potencializando o processo de recuperação. Para pacientes com Mal de Alzheimer e Doenças Neurodegenerativas, a musicoterapia se mostra valiosa, ao proporcionar uma ativação neural significativa", finaliza.

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