POR MAIS QUALIDADE DE VIDA
Objetivo é orientar sobre a importância da preservação e práticas sustentáveis para a saúde
Redação BS9
07/04/2022 — quinta-feira às 05h07
A poluição do ar doméstico e ambiental representa quase 320 mil mortes evitáveis por ano em toda América - (foto: Freepik)
O Dia Mundial da Saúde é celebrado nesta quinta-feira, dia 7, e este anos traz como tema “Nosso planeta, nossa saúde”, visando conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação e práticas sustentáveis para a melhoraria da qualidade de vida.
Embora nas últimas décadas, a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico levaram a melhorias na qualidade de vida das pessoas em muitas regiões, dados da Organização Pan-Americana da Saúde 2021 mostram que 1 milhão de mortes prematuras por ano em toda América ainda são atribuíveis a riscos ambientais conhecidos e evitáveis.
De acordo com o relatório, a poluição do ar, a água contaminada, o saneamento inadequado (incluindo gestão de resíduos sólidos) e os impactos negativos relacionados à mudança climática são as ameaças ambientais mais urgentes à saúde pública.
Entre as consequências, a poluição do ar doméstico e ambiental representa quase 320 mil mortes evitáveis por ano em toda América ao provocar enfermidades como acidentes vasculares cerebrais (AVCs), doenças cardíacas, pulmonares e cânceres. Dados que ficam ainda mais preocupantes levando em conta o saneamento básico. Neste cenário, como podemos avançar em práticas sustentáveis capazes de promover impactos positivos para a saúde e bem-estar da população?
Cerca de 84% da população brasileira vive em cidades que, na maioria das vezes, não estão preparadas para receber tantas pessoas. Logo, muita gente vai morar em áreas de riscos ou locais que não existem saneamento básico, água tratada ou, muito menos, coleta de lixo.
No Brasil, 100 milhões de habitantes vivem sem coleta de esgoto, segundo estudo do Instituto Trata Brasil, feito com dados do Ministério do Desenvolvimento Regional. A pesquisa, divulgada em abril de 2022, aponta que o país ainda tem dificuldade histórica com o tratamento do esgoto, do qual somente 50% do volume gerado são tratados. Isto seria o equivalente a mais de 5,3 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento sendo despejadas na natureza diariamente.
Áreas verdes e florestas urbanas
Entre as práticas ambientais para melhorar a saúde também está a preservação e inclusão de espaços verdes. O aumento de áreas devidamente planejadas, com vegetação rasteira e arborização, auxiliam na regulação do microclima e na drenagem das águas pluviais.
Além disso, é muito importante ter atenção em relação ao lixo, diminuindo a geração de resíduos e evitando o excesso em casa, nas empresas e construções, além, de adotar práticas seletivas. Enquanto o lixo seco, quando devidamente separado, pode se transformar em inúmeros materiais recicláveis, o lixo orgânico, por exemplo, pode virar adubo de excelente qualidade. No entanto, o sucesso dessas práticas depende de uma conscientização coletiva.
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