MÚSICA
Impulsionada pelo sucesso do filme Michael, canção volta aos holofotes e relembra sua história marcada pela fusão entre pop e rock, participação de Eddie Van Halen e um forte apelo pela paz entre gangues.
Leo Barbieri
11/05/2026 - segunda às 15h30
Com o sucesso recente do filme Michael, cinebiografia que reacendeu o interesse pela trajetória de Michael Jackson, diversas músicas do artista voltaram aos holofotes. Entre elas está Beat It, um dos maiores clássicos do “Rei do Pop”, marcado não apenas pelo sucesso comercial, mas também por uma história única e uma forte mensagem social.
A origem da música veio quando o produtor Quincy Jones incentivou Michael Jackson a incluir uma música com uma pegada de rock no álbum Thriller (1983). Michael compôs essa faixa com o objetivo de criar algo que ele compraria.
O significado de “Beat It” é um protesto contra a violência de gangues nos EUA na época. A expressão quer dizer “vai embora” ou “cai fora” incentivando os jovens a evitar confrontos físicos e demonstrar coragem ao sair de brigas.
A faixa contou com o solo do guitarrista Eddie Van Helen da banda Van Helen, o solo foi gravado em apenas um dia. Eddie gravou o solo de graça e sua participação deixou essa pegada de rock que Quincy e MJ queriam.
O videoclipe também se tornou um marco cultural. Ficou famoso por trazer membros reais das gangues rivais Crips e Bloods de Los Angeles para promover a paz, o que gerou uma autenticidade única para clipe.
O impacto de Beat It foi imediato. A música conquistou prêmios importantes, incluindo o Grammy Awards, e consolidou ainda mais Michael Jackson como um artista capaz de transcender gêneros musicais, unindo pop, rock e mensagem social em uma obra que permanece relevante até hoje.
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