LITERATURA
Leo Barbieri
03/07/2026 - sexta às 15h30
Entre as obras menos conhecidas de William Shakespeare está "A Tempestade", considerada por muitos estudiosos como a última peça escrita pelo dramaturgo inglês. Publicada pela primeira vez em 1623, a obra combina elementos de fantasia, drama e reflexão filosófica para abordar temas como poder, vingança, perdão e reconciliação.
A história acompanha Próspero, duque deposto de Milão, que é traído pelo próprio irmão, Antônio, e enviado ao exílio em uma ilha misteriosa ao lado da filha, Miranda. Dominando a magia e contando com a ajuda do espírito Ariel, Próspero provoca um naufrágio para atrair à ilha aqueles que conspiraram contra ele dando início a uma trama marcada por conflitos políticos e dilemas morais.
A narrativa se desenvolve por meio de três núcleos principais. O primeiro é o romance entre Miranda e Ferdinando, filho do rei Alonso de Nápoles. Sob a influência da magia de Próspero, os dois jovens se apaixonam e a união acaba simbolizando a reconciliação entre famílias antes rivais.
A segunda trama que é desenvolvida é a conspiração de Calibã, o escravo disforme e filho da antiga bruxa da ilha, tenta manipular marinheiros bêbados (Trínculo e Estéfano) a assassinar Próspero, mas o plano é facilmente frustrado pelos espíritos da ilha.
A última trama principal da história é a vingança e o perdão, Próspero usa o espírito Ariel para atormentar seus antigos inimigos (incluindo seu irmão). No entanto, comovido pelo conselho do espírito, Próspero decide abandonar sua magia e trocar a vingança pelo perdão.
No desfecho, Próspero recupera o ducado de Milão, Ariel conquista sua liberdade e Calibã é libertado. Com isso, "A Tempestade" encerra sua narrativa como uma profunda reflexão sobre o exercício do poder, a capacidade de perdoar e o caminho para a libertação humana consolidando-se como uma das obras mais simbólicas da produção de Shakespeare.
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