CULTURA
Sessão no MISS (Museu da Imagem e do Som de Santos) destaca o clássico moderno de Jordan Peele ao lado do curta nacional Favela Amarela
Da Redação
02/10/2026 — sexta-feira às 07h46
O longa se firmou como um dos títulos mais cultuados do terror contemporâneo ao combinar suspense, humor corrosivo - Divulgação
"Corra" (2017) acompanha Chris Washington, um jovem fotógrafo negro que viaja com a namorada, Rose Armitage, para passar o feriado na propriedade isolada da família dela. A recepção é cordial, quase excessiva, e é justamente esse excesso que instala o desconforto: os funcionários negros da casa movem-se como autômatos, a mãe psiquiatra insiste em um método de hipnose e o cerimonial de gentilezas esconde um mecanismo de captura, leilão e apagamento. O filme transforma a hospitalidade liberal em palco para uma espiral de sedução, terror e morte, estabelecendo a imagem definitiva do racismo estrutural no cinema de gênero.
Em sua estreia na direção, Jordan Peele venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original com a obra, que é estrelada por Daniel Kaluuya, Allison Williams, Bradley Whitford, Catherine Keener e Lil Rel Howery. O longa se firmou como um dos títulos mais cultuados do terror contemporâneo ao combinar suspense, humor corrosivo e uma leitura afiada das relações raciais norte-americanas.
Abrindo a sessão, o curta-metragem "Favela Amarela" (2026) ambienta-se nas favelas do Rio de Janeiro e acompanha Damião, estudante de Direito que se filia ao tráfico para custear os estudos. Durante uma ronda noturna no Morro do Rato Baleado, avista figuras encapuzadas subindo a mata com tochas e inicia uma investigação que revela um culto pagão ligado a algo antigo e cósmico, disfarçado de organização de projetos sociais. À medida que uma criança desaparece, a narrativa mergulha em um território de horror cósmico e crescente inquietação.
Com direção e roteiro de Nícolas Lobato e Thiago Tuchu, produção executiva de Aruska Patrícia e realização das produtoras Larva Filmes e Mirage Mirror, o curta traz no elenco Richard Abelha, Giselle Batista e Sain nos papéis centrais. Em pouco menos de 20 minutos, a obra articula horror cósmico e terror social para retratar as forças invisíveis que seguem moldando a vida nas periferias urbanas do país. O filme acumula diversos prêmios em festivais nacionais e internacionais.
VIL CINE CLUBE
O projeto visa estimular a reflexão e promover a atividade cineclubista, discutindo filmes dedicados exclusivamente ao gênero fantástico como fantasia, ficção-científica, horror e thriller, priorizando obras que, dificilmente, são exibidas no cinema, na TV ou nos serviços de assinatura de streaming. Com uma curadoria especializada, sempre seleciona um filme nacional nas sessões, seja ele o curta e /ou o longa-metragem a fim de fomentar o cinema brasileiro.
SERVIÇO:
Vil Cine Clube
Sexta, 02 de outubro, 19h
MISS - Museu da Imagem e do Som de Santos
Av. Senador Pinheiro Machado, 48 - Vila Matias, Santos - SP, 11075-000
Após a sessão haverá bate-papo + Coffee Break.
O evento é gratuito, com retirada de ingressos no Portal Sympla.
A sala está sujeita a lotação
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