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MERCADO DE TRABALHO

Setor de bares e restaurantes cresce em ocupação, mas sofre com falta de mão de obra qualificada

Mesmo com avanço na geração de empregos, empresários enfrentam dificuldades para preencher vagas essenciais

Da Redação

Da Redação

06/06/2025 — sexta-feira às 13h00

Setor de bares e restaurantes cresce em ocupação, mas sofre com falta de mão de obra qualificada

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O número de pessoas ocupadas em bares e restaurantes chegou a 4.758 milhões no trimestre encerrado em abril, um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O dado reforça a trajetória de recuperação do setor de alimentação fora do lar, que responde por 85% do segmento Alojamento e Alimentação. Apesar disso, a média salarial no setor caiu ligeiramente para R$ 2.219, queda de 1,1% na comparação anual.

 

O crescimento, no entanto, esbarra em um obstáculo já conhecido: a escassez de mão de obra qualificada. Uma pesquisa da Abrasel, realizada em março, revelou que 90% dos empresários consideram difícil ou muito difícil contratar novos funcionários. Os principais motivos para a dificuldade de contratação são dois: a escassez de profissionais bem qualificados (64%) e a falta de interessados nas vagas (61%).

 

Segundo a pesquisa, os cargos especializados são os mais difíceis de preencher. Entre eles, sushiman e churrasqueiro apresentam a maior dificuldade de contratação, com 88% dos empresários considerando a dificuldade de contratar como "alta" ou "muito alta". Outros cargos desafiadores incluem cozinheiro-chefe (81%) e gerente (78%).

 

A escassez de mão de obra impacta diretamente a operação dos estabelecimentos, podendo afetar desde o tempo de atendimento até a manutenção da qualidade do serviço. Por isso, a opção do trabalho intermitente funciona nesse cenário. Essa modalidade de contrato para prestação de serviços não contínua com remuneração por tempo trabalhado, é uma opção relevante uma vez que amplia a possibilidade de conciliação do trabalho com outros afazeres pessoais como outro emprego e estudo.

 

De acordo com o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o setor precisa de uma política mais robusta de capacitação: "Estamos avançando na geração de empregos apesar da dificuldade de encontrar profissionais qualificados e interessados, que poderia ser atenuada com uma maior adesão ao trabalho intermitente. Essa modalidade já está implementada e tem sido essencial para dar flexibilidade ao setor marcado pela sazonalidade e por picos de demanda em datas festivas", afirma.

 

Apenas em 2025, até abril, foram firmados mais de 35 mil contratos intermitentes no Brasil, segundo dados do CAGED. Desse total, 79% estão concentrados no setor de serviços, o que evidencia a relevância da modalidade para segmentos como o de alimentação fora do lar.

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