ALIMENTAÇÃO
Receitas saborosas podem ser úteis para quem busca diferenciar o cardápio de Natal e Ano Novo
Robson de Castro
26/11/2024 — terça-feira às 16h00
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O número de adeptos ao vegetarianismo e ao veganismo aumenta no Brasil. Segundo pesquisa do Ibope Inteligência encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), cerca de 14% dos brasileiros já excluíram a carne da dieta – algo em torno de 30 milhões de pessoas. O percentual sobe para 16% em regiões metropolitanas, como as de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
No mesmo ritmo seguem o movimento "MeatOut Day" e o veganismo. Entre os que decidiram excluir a carne das refeições pelo menos uma vez por semana estão 46% dos brasileiros. Já o veganismo (restrição total a qualquer alimento ou produto de origem animal) é a opção de quase 10 milhões de pessoas, segundo projeções da SBV.
Os dados colocam o país na liderança do veganismo na América Latina. Seja qual for o estilo de vida e a dieta escolhidos, a restrição no consumo ou a eliminação de fontes de proteína animal da dieta exigem substituições para evitar carências nutricionais.
A falta crônica de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais pode comprometer a saúde. Para prevenir essa deficiência, o nutricionista Jhonathan Andrade, professor do curso de Nutrição do UniCuritiba, reforça a importância de uma dieta bem planejada. "Em uma alimentação sem carne ou outros alimentos de origem animal é essencial monitorar o consumo de nutrientes e buscar substitutos de qualidade para suprir as necessidades proteicas."
A The National Academy of Medicine recomenda que adultos consumam, por dia, no mínimo 0,8 gramas de proteína para cada quilo de peso corporal. Ou seja, um indivíduo com 75 quilos, por exemplo, deve consumir cerca de 60 gramas de proteína diariamente.
A American Dietetic Association e a Dieticians of Canada sugerem quantidades variáveis de acordo com a rotina de atividades físicas. Pessoas sedentárias devem consumir, diariamente, 0,8 gramas de proteína por quilo corporal. Para quem faz atividade física, a quantidade varia entre 1,2g e 1,4g/kg (atividade moderada) a 1,2g a 1,7g/kg/dia (atividade intensa).
Em 100 gramas de peito de frango, por exemplo, são encontradas 23 gramas de proteína, praticamente a mesma quantidade obtida em 100 gramas de oleaginosas, como castanha de caju, amêndoa ou pistache. Um ovo oferece cerca de 6 gramas de proteína, a mesma quantidade encontrada em 100 gramas de grão-de-bico.
Especialista em Nutrição Clínica, Ortomolecular e Funcional, Marcella Oliveira ressalta que a quantidade diária de proteínas deve sempre ser avaliada por um nutricionista.
Isso porque a necessidade individual vai além de aspectos biológicos, envolvendo também fatores como acesso aos alimentos, questões sociais, culturais, religiosas e psicológicas. "É possível atingir a meta de ingestão proteica com uma dieta vegetariana ou vegana bem planejada, mas, em alguns casos, pode ser necessário suplementar proteínas ou outros nutrientes específicos", diz ela.
Junto com os carboidratos e as boas gorduras, a proteína faz parte dos macronutrientes, aqueles nutrientes que o organismo precisa em maior quantidade. "Por isso, o importante é que a dieta tenha todos os nutrientes em quantidades ideais para a saúde", continua a professora do curso de Nutrição do UniCuritiba.
No caso dos veganos, as leguminosas são um grupo alimentar com boas quantidades de proteínas. Na lista estão o feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico. Reforçar o consumo de sementes, como girassol, linhaça, chia e gergelim é outra estratégia recomendada. Além de boas fontes de proteínas, as sementes são ricas em ferro, cálcio e zinco.
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