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Estilo de vida e questões de gênero colocam mulheres em risco para doenças do coração

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que as doenças cardiovasculares são as principais causas de óbitos entre mulheres no Brasil, superando até o câncer de mama

Da Assessoria da InCor

Da Assessoria da InCor

09/03/2023 — quinta-feira às 01h00

Estilo de vida e questões de gênero colocam mulheres em risco para doenças do coração

67 mulheres a cada 100 mil habitantes morrem devido à doença arterial coronariana, que é fator de risco para o infarto - Shutterstock

Cardiologistas brasileiras alertam para a necessidade de campanhas de prevenção cardiovascular e esforços consistentes para alcançar a meta de redução de 30% da taxa de mortalidade por doenças do coração até 2030;

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que as doenças cardiovasculares são as principais causas de óbitos entre mulheres no Brasil, superando até o câncer de mama: 67 mulheres a cada 100 mil habitantes morrem devido à doença arterial coronariana (entupimento de artérias por gordura ou cálcio), que é fator de risco para o infarto, e 57 a cada 100 mil vão a óbito por conta do acidente vascular cerebral (AVC);

Na avaliação por faixa etária, as doenças do coração ocupam a primeira posição de causas de morte entre mulheres com mais de 45 anos. Entre a faixa etária dos 35 aos 44, o câncer de mama é a principal causa dos óbitos;

A prevalência de doenças do coração aumenta após a menopausa, o que agrava as perspectivas em futuro próximo pelo envelhecimento e adoecimento da população feminina no Brasil, no entanto, na última década, um número crescente de mulheres jovens está morrendo do coração por conta dos efeitos do estresse e da ansiedade.

Nas mulheres, os fatores de risco tradicionais para doenças do coração mais impactantes são: diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo;

Fatores de risco específicos do sexo feminino potencializam o risco de doença cardiovascular, como síndrome dos ovários policísticos, uso de contraceptivo hormonal, doença hipertensiva da gravidez, eventos adversos da gravidez, terapia hormonal da menopausa, riscos agregados às doenças inflamatórias e autoimunes (artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico) e distúrbios depressivos.

O controle das doenças cardiovasculares também passa por questões psicossociais. Uma pesquisa online sobre burnout profissional medido com o Maslach Burnout Inventory General Survey mostrou a associação da alta exaustão emocional com a hipertensão arterial e outras doenças crônicas.

Mulheres são mais expostas ao estresse e adversidades psicossociais do que os homens por estarem mais inseridas no mercado de trabalho e sobrecarregadas com a atividade laboral dupla.

As recomendações para diminuição dos fatores de risco a doenças do coração passam necessariamente por mudanças positivas em hábitos de vida, acompanhamento médico regular e exames cardiológicos em dia, especialmente a partir da menopausa.

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