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Giordano cobra explicações sobre supostos casos de corrupção na APS

Presidente da estatal, Anderson Pomini diz que denúncia é infundada e "fruto de retaliação por uma substituição natural para quem ocupa cargos comissionados no serviço público"

Sandro Thadeu

09/02/2024 - sexta às 00h00

Corrupção no Porto de Santos?
O senador Alexandre Luiz Giordano (MDB) apresentou um requerimento, na última quarta-feira, com uma série de questionamentos ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPort) em razão de uma denúncia de uma suposta estrutura paralela dentro da Autoridade Portuária de Santos (APS), que estaria sob o comando do presidente Anderson Pomini, "voltada para práticas criminosas por meio de atos de corrupção", como solicitação e recebimento de propina para favorecer empresas e atraso na liberação de diversos contratos para obter benefícios próprios.

Cautela
A coluna tentou entrevistar o parlamentar ontem, mas ele optou em não falar neste momento. A assessoria do senador informou que Giordano "está tratando com bastante responsabilidade o assunto pela gravidade das denúncias feitas, que vieram acompanhadas de documentos". Por esse motivo, foram solicitadas informações da pasta para poder cotejar as denúncias e, na sequência, avaliar o encaminhamento da conclusão da análise, conforme às respectivas atribuições, ao Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU).

Coincidências?
O pedido de Giordano foi apresentado dois dias depois de o Conselho da Administração da APS ter aprovado a destituição de Antônio de Pádua de Deus Andrade da diretoria de Operações da companhia - nome indicado por Giordano. Essa movimentação concluiu a substituição dos quatro diretores da estatal que foram nomeados pelo ex-ministro Márcio França (PSB). Desde setembro do ano passado, o MPort está sob o comando de Silvio Costa Filho (Republicanos).

Consciência tranquila
A presidência da APS informou que, no final do mês passado, ocorreu o envio constante de mensagens apócrifas aos funcionários da empresa com calúnias a Pomini, ou seja, dias antes da vinda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de outras autoridades federais e estaduais a Santos. O responsável pela estatal alegou que prestará todos os esclarecimentos ao MPort, "com farta documentação comprobatória, para provar que todas as denúncias são comprovadamente infundadas e fruto de lamentável retaliação por uma substituição natural para quem ocupa cargos comissionados no serviço público".

Providências
Ainda conforme a APS, na última terça-feira, a Delegacia da Polícia Federal foi comunicada sobre o crime de calúnia/difamação, a partir da imputação de fato definido como crime, de forma falsa, realizada supostamente por integrantes ou ex-integrantes da empresa por meio do WhatsApp. No dia seguinte, a Superintendência Jurídica da estatal determinou providências internas imediatas para a apuração das denúncias do material apócrifo e varredura do setor de Tecnologia da Informação, com o objetivo de apurar o eventual uso de equipamentos da companhia na disseminação das informações. 

Hora da verdade
Menos de um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter participado de um ato público em São Sebastião, no Litoral Norte, ele foi um dos alvos da Operação Tempus Veritatis (hora da verdade, em latim), deflagrada ontem pela Polícia Federal, para apurar a organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, com a intenção de obter vantagem de natureza política com a manutenção do então chefe do Executivo federal.

Fechada com ex
A presidente do PL Mulher de São Paulo, a deputada federal Rosana Valle, esteve no palanque ao lado de Bolsonaro, em São Sebastião. Apresentada no evento como "futura prefeitura de Santos", a parlamentar reiterou que ele foi o "presidente mais corajoso que o País já teve. Coragem, transparência e sinceridade que desagrada quem não está no mesmo lado. Nós estamos do lado certo da história. Por isso, nós estamos aqui", frisou.

Reajuste aprovado
Os vereadores de Santos aprovaram, em primeira discussão, a proposta de 8% de reajuste salarial para os servidores públicos municipais, inclusive com votos dos integrantes da bancada de oposição. A vereadora Débora Camilo (PSOL) lamentou o fato de o Executivo ignorar a reivindicação da categoria para repor as perdas econômicas dos últimos anos. Ela apresentou três emendas ao projeto de lei na tentativa de melhorar os valores da remuneração, auxílio-alimentação e cesta básica. 

Chance perdida
Chico Nogueira (PT) entende que a propositura não corrige as distorções existentes no atual plano de carreira do funcionalismo público. "Não é só uma questão de reajuste salarial", ressaltou. Já Telma de Souza (PT) reiterou que a categoria merece ser tratada com respeito, porque "são a joia da coroa da uma prefeitura". 

Desafio lançado
Fábio Duarte (Pode) entende que a Administração Municipal teria condições de apresentar uma proposta melhor e questionou se o prefeito Rogério Santos (Republicanos) e os secretários municipais conseguem fazer compras com o valor mensal da cesta básica de R$ 477,00 estabelecido na propositura do Executivo.

Quem resolve?
O vereador de Guarujá Toninho Salgado (PSD) apresentou requerimento para o Executivo responder quais são os exames, consultas médicas e cirurgias que possuem demanda reprimida na Cidade e quantas pessoas estão na fila de espera. Ele também quer saber se há algum planejamento da Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a oferta de atendimentos na rede pública.

Na UTI
O parlamentar conversou com várias pacientes nas imediações do Ambulatório de Referência em Especialidades e Saúde da Mulher (ARE), na Vila Júlia. Ele recebeu informações que pessoas estão aguardando consultas desde abril de 2022. "É uma situação, no mínimo, absurda e desumana. Infelizmente, a saúde, em nosso município, está doente e perto de um colapso geral”, desabafou. 

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