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Fundo Eleitoral do PL em 2026 supera as receitas das cidades do Litoral Sul

Partido do ex-presidente Jair Bolsonaro receberá R$ 881,7 milhões para impulsionar candidaturas, valor superior ao orçamento anual de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe

Sandro Thadeu

07/06/2026 - domingo às 03h00

Na liderança
O PL será o partido que abocanhará a maior parte dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado "Fundão". A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro receberá R$ 881,7 milhões para custear as despesas de campanha dos candidatos no pleito deste ano. A distribuição dos recursos entre as siglas foi anunciada na semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Orçamento invejável
Para se ter uma dimensão do volume de recursos, o valor destinado ao PL é maior do que as receitas projetadas para este ano pelas três cidades do Litoral Sul: Mongaguá (R$ 461,9 milhões), Peruíbe (R$ 626,8 milhões) e Itanhaém (R$ 784,3 milhões).

Divisão desigual
Apenas 2% do montante total do Fundão são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE. Outros 35% são destinados às siglas que possuem, ao menos, um deputado federal, sendo o valor a que cada agremiação tem direito é proporcional à votação do último pleito para a Câmara Federal. Além disso, 48% são repartidos conforme a quantidade de deputados eleitos e 15% repartidos de acordo com a representação das legendas no Senado. 

Medida controversa
O Fundão foi criado em 2017 como uma forma de compensação para os partidos, após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter proibido as doações empresariais para campanhas políticas. A verba atual é três vezes superior à de 2018, quando a primeira eleição financiada pelo mecanismo contou com R$ 1,7 bilhão. Além das críticas de parte da população ao uso de recursos públicos para custear gastos de campanha, esse dinheiro não é distribuído de forma justa entre os candidatos, gerando distorções no processo eleitoral.

Homenagem permanente
O legado do jornalista e ex-vereador de São Vicente Brito Coelho passará a integrar oficialmente o mapa de São Vicente. Na última quarta-feira, o prefeito Kayo Amado (Pode) sancionou a Lei 4.751/2026, de autoria do vereador Rodrigo Digão (PSB), que denomina como Rua Vereador Brito Coelho a atual Rua Mecanizada 9.200, localizada no bairro Jóquei Clube.

Figura histórica
Falecido em fevereiro do ano passado, aos 62 anos, Coelho foi uma das principais lideranças do PT na Cidade e na Baixada Santista. Ele ajudou a fundar o partido no Município na década de 1980 e construiu uma trajetória marcada pela atuação política e administrativa. Eleito vereador pela primeira vez em 1982, aos 20 anos, o jornalista permaneceu na Câmara até o ano 2000. Ao longo da carreira, também ocupou as secretarias municipais de Governo, de Habitação e de Turismo. Em 2004, disputou o Executivo.

Coincidência simbólica
A morte de Coelho ocorreu justamente no dia em que o PT completou 45 anos de fundação. Para aliados e antigos companheiros de militância, a coincidência reforçou a ligação histórica do ex-parlamentar com a legenda que ajudou a construir em São Vicente e na Baixada Santista.

Banheiros modernos
O prefeito Regional da Zona da Orla e Intermediária de Santos, Rodrigo Câmara da Paixão, informou ao vereador Lincoln Reis (Pode) que já foram iniciados estudos para avaliar a implantação de banheiros autolimpantes na orla da praia. Em março, o parlamentar apresentou um requerimento ao Executivo sobre o tema.

Ação estratégica
"A adoção de modelos inteligentes, como banheiros autolimpantes e com controle eletrônico de acesso, também reduz significativamente problemas, como vandalismo, mau uso e altos custos de manutenção, além de garantir maior dignidade aos usuários", justificou. Várias cidades, como Curitiba (PR) e Guarujá, já utilizam esse tipo de solução. 

Área restrita
O presidente da Câmara de Cubatão, Alexandre Topete (PSD), assinou uma portaria para restringir a circulação de pessoas no plenário. Agora, o acesso é exclusivo para assessores dos gabinetes, servidores da Divisão Legislativa, procuradores, funcionários do Serviço de Comunicação Social e profissionais da TV Câmara. Exceções serão avaliadas pela Presidência ou pela Mesa Diretora

Mantendo a ordem
O parlamentar justificou que essa medida era necessária para "otimizar a organização do espaço" e "assegurar o perfeito e regular funcionamento das atividades legislativas" nas áreas de apoio e funcionamento das plenárias. Os servidores autorizados terão de se identificar junto ao setor de vigilância da Casa de Leis. 

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