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Um em cada cinco eleitores com voto obrigatório faltou às urnas na Baixada Santista

Abstenção regional foi de 21,12% no 1º turno, acima das médias de São Paulo e do Brasil

23/10/2026 — sexta-feira às 03h00

Um em cada cinco eleitores com voto obrigatório faltou às urnas na Baixada Santista

Eleições 2026

Abstenção acima da média
A abstenção na Baixada Santista superou os índices de São Paulo e do Brasil entre os eleitores com voto obrigatório no primeiro turno do pleito deste ano. Na região, 21,12% dos cidadãos de 18 a 69 anos não compareceram às urnas, ante 18,53% no território paulista e 17,38% no País. Das 1.232.325 pessoas dessa faixa etária nos nove municípios locais, 972.032 votaram, enquanto 260.293 abriram mão desse direito. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e compilados pela coluna.

Mongaguá na liderança
Mongaguá registrou o maior percentual de eleitores ausentes na Baixada Santista: 28,33%. Outros quatro municípios também ficaram acima da média regional: Itanhaém (25,59%), Peruíbe (25,49%), Bertioga (23,88%) e Praia Grande (22,79%).

Maior participação
Cubatão apresentou a menor taxa de abstenção entre os eleitores com voto obrigatório (18,27%). O resultado ficou abaixo do registrado no Estado (18,53%), mas acima da média nacional (17,38%). Santos (18,7%), Guarujá (19,09%) e São Vicente (21%) também apresentaram percentuais inferiores aos da região (21,12%). 

DADOS DO ELEITORADO COM VOTO OBRIGATÓRIO

Localidade Eleitores Comparecimento Abstenção Comparecimento (em %) Abstenção (em %)
Bertioga 47.188 35.921 11.267 76,12 23,88
Cubatão 81.797 66.851 14.946 81,73 18,27
Guarujá 207.613 167.973 39.640 80,91 19,09
Itanhaém 73.272 54.525 18.747 74,41 25,59
Mongaguá 43.392 31.099 12.293 71,67 28,33
Peruíbe 51.325 38.241 13.084 74,51 25,49
Praia Grande 224.148 173.058 51.090 77,21 22,79
Santos 282.924 230.029 52.895 81,3 18,7
São Vicente 220.666 174.335 46.331 79 21
Baixada Santista 1.232.325 972.032 260.293 78,88 21,12
São Paulo 29.698.450 24.196.500 5.501.950 81,47 18,53
Brasil 136.541.551 112.808.635 23.732.916 82,62 17,38

Voto facultativo
O não comparecimento às urnas  foi ainda maior entre os eleitores para os quais o voto é facultativo, como pessoas analfabetas, jovens e 16 e 17 anos e idosos mais de 70 anos. Nesses grupos, a taxa de ausência regional chegou a 50,28%, acima dos índices paulista (49,65%) e nacional (43,85%). Dos 213.817 eleitores aptos a votar nessa condição na Baixada Santista, 106.311 participaram do pleito e 107.506 se abstiveram. 

DADOS DO ELEITORADO COM VOTO FACULTATIVO

Município Eleitores Comparecimento Abstenção Comparecimento (em %) Abstenção (em %)
Bertioga 5.858 3.064 2.794 52,3 47,7
Cubatão 8.637 5.213 3.424 60,36 39,64
Guarujá 30.883 15.092 15.791 48,87 51,13
Itanhaém 11.970 6.883 5.087 57,5 42,5
Mongaguá 7.252 4.029 3.223 55,56 44,44
Peruíbe 8.703 5.107 3.596 58,68 41,32
Praia Grande 40.066 19.124 20.942 47,73 52,27
Santos 65.198 33.240 31.958 50,98 49,02
São Vicente 35.250 14.559 20.691 41,3 58,7
Baixada Santista 213.817 106.311 107.506 49,72 50,28
São Paulo 4.405.776 2.218.491 2.187.285 50,35 49,65
Brasil 22.203.912 12.468.595 9.735.317 56,15 43,85

Apoio declarado
Durante a sessão de ontem da Câmara de Santos, oito dos 21 vereadores vestiram camisas da Seleção Brasileira de futebol ou com as cores verde e amarela. Allison Sales (PL), Adriano Catapreta (PSD), Adriano Piemonte (União), Fabrício Cardoso (Pode), Fábio Duarte (PL), Rafael Pasquarelli (União), Rui De Rosis Jr. (PL) e Sérgio Santana (PL) declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno das eleições presidenciais com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Resposta insatisfatória
A secretária de Comunicação e Economia Criativa de Santos, Selley Storino (Republicanos), esteve reunida com alguns vereadores na Câmara, na tarde da última quarta-feira, a convite do Legislativo, para explicar a destinação de verbas de publicidade a páginas de redes sociais que estariam sendo utilizadas para atacar adversários do Executivo. O caso veio à tona após questionamentos de De Rosis Jr., que não ficou satisfeito com as respostas da titular da pasta. 

Falha processual
Segundo o integrante do PL, Selley justificou que houve uma "falha processual" e negou que as postagens mencionadas nos processos administrativos tenham sido determinadas pela Administração Municipal. A secretária, inclusive, mencionou que dispõe de declarações dos responsáveis pelas páginas sobre as circunstâncias das publicações.

Piada
De Rosis Jr. classificou a devolutiva como "uma piada" e criticou o fato de a devolutiva ter vindo à tona após o caso ganhar repercussão. "Não foi um mero erro administrativo. Os processos administrativos apontam que várias páginas foram remuneradas e traziam elogios ao prefeito Rogério Santos (Republicanos) e ao deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD), mas também ataques ao Allison Sales, aos vereadores de oposição e à deputada federal Rosana Valle (PL)", destacou.

Vitória apertada
Em entrevista concedida na noite de ontem aos jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli, do canal do YouTube MyNews, o ex-governador e ex-ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB), demonstrou confiança na reeleição de Lula por uma margem apertada no próximo domingo. Sua estimativa é de uma diferença de apenas 0,7 ponto percentual dos votos válidos neste segundo turno, ou seja, menos de 1 milhão de sufrágios em relação a Flávio Bolsonaro. 

Palpite certeiro?
França relembrou que, durante a eleição de 2022, disse a Lula que o petista ganharia a disputa contra Jair Bolsonaro (PL) por apenas 1 ponto percentual de vantagem. Ao final da apuração, a distância entre eles ficou em 1,9 ponto percentual. Segundo o socialista, o presidente ficou chateado com o palpite naquela ocasião.

Voz da experiência
Durante o voo que ambos fizeram juntos para Santos para participar do velório do Rei Pelé, em janeiro de 2023, Lula citou a conversa do ano anterior e reconheceu que a estimativa de França havia se aproximado do resultado final. "Que boca você tinha, hein? Você falou 1% e deu um e pouco", disse o petista. Na sequência, o então ministro emendou: "Presidente, são muitos anos fazendo isso. A gente tem um pouco de noção desses riscos". 

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