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Abstenção cresce mais na Baixada Santista do que no Estado e no Brasil

Taxa de eleitores da região que não foram às urnas neste primeiro turno passou de 23,25%, em 2022, para 25,42%, em 2026

06/10/2026 — terça-feira às 02h00

Abstenção cresce mais na Baixada Santista do que no Estado e no Brasil

Ausência nas urnas

Mais longe das urnas
A abstenção no primeiro turno cresceu neste ano em ritmo mais acelerado na Baixada Santista do que em São Paulo e no Brasil na comparação com 2022. Na região, 367.801 eleitores aptos a votar não compareceram às urnas no último domingo contra 333.388 há quatro anos. São 34.413 ausentes a mais, crescimento de 10,3%. Em termos proporcionais, a taxa de ausência passou de 23,25% para 25,42%, uma alta de 2,17 pontos percentuais. No mesmo período, a abstenção no Estado avançou de 21,62% para 22,56%, enquanto a média nacional passou de 20,93% para 21,08%.

Praia Grande lidera alta
Praia Grande registrou o maior aumento de faltantes no pleito, passando de 23,94%, em 2022, para 27,18%, neste ano. Em números absolutos, foram 72.099 eleitores ausentes contra 59.166 há quatro anos. Mongaguá foi a única da região que teve uma taxa de abstenção superior a 30%: subiu de 29,11% para 30,70%, ou seja, 15.501 cidadãos deixaram de votar neste ano contra 14.563, em 2022.

Maiores avanços proporcional
São Vicente foi a cidade da Baixada Santista que mais aumentou a taxa de abstenção nesse período. O índice subiu de 22,34% para 26,19%. O número de eleitores que não compareceram às urnas passou de 57.855 para 67.012. Guarujá ficou em segundo lugar nesse quesito. O índice de faltas saltou de 20,27% para 23,22%. Foram 55.473 ausentes, em 2026, contra 47.709, em 2022.

Santos acima dos 24%
Em Santos, 84.835 eleitores não compareceram às urnas, 4.671 a mais do que no primeiro turno de 2022, quando 80.164 deixaram de votar. A taxa de abstenção, por sua vez, passou de 22,74% para 24,37%.

Na contramão
Peruíbe e Cubatão escaparam da tendência predominante na região e registraram redução de faltas no primeiro turno entre as duas eleições. Em Peruíbe, 16.666 eleitores não foram votar neste ano contra 18.167, em 2022. A taxa de abstenção caiu de 29,40% para 27,85%. Em Cubatão, o total de ausentes passou de 19.877 para 18.355. O índice de ausentes passou de 21,06% para 20,32%.

Empréstimo na pauta
A Câmara de Bertioga analisará na sessão de hoje o projeto de lei que autoriza o Município a contrair um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal, de até R$ 61,973 milhões, para viabilizar as obras de macrodrenagem no bairro Boraceia. Os recursos fazem parte do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na modalidade Programa Saneamento para Todos - Mutuários Públicos. 

Cabeça no futuro
Em mensagem enviada ao Legislativo, o prefeito Marcelo Vilares (União) explicou que Boraceia está sujeito a recorrentes problemas provocados pelo excesso de escoamento superficial das águas das chuvas, como alagamentos, transtornos à mobilidade, riscos sanitários e danos ao patrimônio. As intervenções buscam preparar melhor essa região da Cidade diante dos problemas causados pelas mudanças climáticas. 

Missão cumprida
Ex-chefe do Executivo de Bertioga, Caio Matheus (PSD) conquistou 16.258 votos na disputa pela Assembleia Legislativa, mas o desempenho nas urnas não foi o suficiente para elegê-lo. Somente no Município, ele conquistou 11.696 sufrágios, o melhor desempenho da história da Cidade de um candidato ao Parlamento paulista.

Disputa à vista?
"A vaga na Assembleia não veio dessa vez, mas eu saio dessa eleição com o coração cheio de gratidão e com uma certeza: o trabalho vai continuar", ressaltou Matheus, que rompeu politicamente com Vilares. O resultado mantém o ex-prefeito no radar da política de Bertioga para os próximos anos.

Santista em destaque no Paraná
Ex-assessor parlamentar da então vereadora de Santos Telma de Souza e ex-assessor de imprensa do Santos Futebol Clube, o jornalista santista Bruno Secco (Novo), que passou a se identificar politicamente com o bolsonarismo, foi eleito deputado estadual pelo Paraná ao conquistar 82.898 votos, no último domingo. 

Perda de mandato
Em 2024, Secco conquistou uma cadeira na Câmara de Curitiba pelo PMB (Partido da Mulher Brasileira, atual Democrata), mas perdeu o mandato, em agosto deste ano. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) reconheceu uma fraude à cota de gênero na chapa da legenda e determinou a anulação dos votos de todos os candidatos da sigla. 

Atuação em Santos
Antes de se mudar para o Paraná, o jornalista também se aventurou na política santista. Em 2020, concorreu ao Legislativo e ficou como segundo suplente do PP. Em agosto do ano seguinte, assumiu temporariamente uma cadeira na Câmara. Após o pleito de 2020, Secco exerceu cargos comissionados na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e na Secretaria de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo, além de ter ocupado o cargo de secretário adjunto de Esportes entre maio de 2023 a março de 2024. 

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