POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA
A partir de fevereiro de 2027, a região passará a ter seis cadeiras no Parlamento paulista, uma a mais em comparação com a atual legislatura
04/10/2026 — domingo às 23h00
Balanço eleitoral
Baixada Santista fortalecida na Alesp
Após 16 anos, a Baixada Santista volta a eleger seis deputados estaduais. A bancada regional na Assembleia Legislativa (Alesp), composta atualmente por cinco integrantes, passará a ter mais um integrante a partir de 1º de fevereiro do próximo ano. Os parlamentares reeleitos — Caio França (PSB), Paulo Mansur (PL), Solange Freitas (União) e Tenente Coimbra — passarão a ter a companhia das vereadoras Débora Camilo (PSOL), de Santos, e Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande.
Façanha histórica
Aos 23 anos, Eduarda se tornou a mulher da Baixada Santista mais votada da história. Ela conquistou 1.956.238 sufrágios e foi a campeã de votos para Alesp neste ano. A parlamentar de Praia Grande fez dobrada com o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), eleito para a Câmara dos Deputados com 3.038.438 votos.
Esquerda presente
Vereadora mais votada de Santos nas eleições de 2024, Débora também teve um desempenho suficiente nas urnas ao alcançar a confiança de 94.895 eleitores paulistas. Com a vitória, a Baixada Santista voltará a ter uma representante da esquerda na Alesp, o que não ocorria desde março de 2015, quando Telma de Souza (PT) deixou o cargo.
Dança das cadeiras
A vitória de ambas resultará em mudanças na composição das câmaras de Santos e de Praia Grande. A vaga de Débora será herdada pelo primeiro suplente da sigla, Fábio Mello, que é diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP). Já a cadeira de Eduarda ficará com o empresário Marcel Farias (PL), que defendeu nas redes sociais a reeleição do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa.
Ficou de fora
O único deputado estadual da região que não conseguiu se reeleger foi Paulo Corrêa Jr. (Republicanos). . Embora tenha ampliado sua votação em relação a 2022, passando de 62.239 para 64.402 votos, o parlamentar ficou como segundo suplente do partido.
Sétimo integrante regional?
A nova composição da Alesp também poderá manter uma representação indireta da Baixada Santista por meio do mandato coletivo Movimento Pretas, liderado por Monica Seixas (PSOL), que foi reeleita. A candidatura coletiva é formada por seis integrantes, entre elas Poliana Nascimento, de Itanhaém, diretora da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Perda de representatividade
Se a Baixada Santista ampliou a representatividade na Alesp, o movimento inverso ocorreu na Câmara dos Deputados. Os santistas Paulo Alexandre Barbosa (PSD) e Rosana Valle (PL) conseguiram se reeleger, enquanto Delegado da Cunha (União) não teve êxito nessa missão. Em 2024, a região havia eleito quatro parlamentares. Em janeiro de 2025, Alberto Mourão (MDB) deixou o Legislativo para assumir a Prefeitura de Praia Grande.
Sinal de alerta
Em 2022, Rosana obteve 46.059 votos a mais que Barbosa (216.437 a 170.378). A diferença praticamente se repetiu neste ano: a integrante do PL recebeu 45.545 sufrágios a mais (213.752 a 168.207). Curiosamente, ambos tiveram um desempenho inferior nas urnas em relação ao ciclo anterior.
Disputa particular em Santos
Há quatro anos, o integrante do PSD havia obtido 60.309 sufrágios, em Santos, contra 56.704 de Rosana, que concorreu à Prefeitura em 2024. Agora, esse cenário se inverteu, com a parlamentar do PL ampliando a votação (62.585), enquanto o ex-prefeito recuou (48.781), o que representa uma diferença de 13.804 votos.
Vale do Ribeira presente
O Vale do Ribeira voltará a ter um representante em Brasília. Irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-vereador de Praia Grande, Renato Bolsonaro se elegeu deputado federal. Em 2024, ele concorreu à Prefeitura de Registro, mas foi derrotado por Samuel Moreira (PSD), que exerceu dois mandatos na Câmara Federal (de 2015 a 2022).
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