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Vereadores de São Vicente cobram do Estado a abertura de leitos hospitalares

Na última segunda-feira, o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, esteve na região e anunciou que a Baixada Santista terá 350 novas vagas de internação. Nenhuma delas será na Cidade

Sandro Thadeu

Sandro Thadeu

27/08/2023 — domingo às 18h00

Vereadores de São Vicente cobram do Estado a abertura de leitos hospitalares

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Cidade esquecida
Na segunda-feira passada, o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, veio à região e anunciou que a Baixada Santista ganhará 350 leitos hospitalares em até 18 meses. Nenhum deles ficará em São Vicente. O "esquecimento" do Município nesse anúncio foi alvo de muitas críticas dos vereadores, na sessão da última quinta-feira. 

Estrutura pronta
Higor Ferreira (PSDB) foi o primeiro a se manifestar sobre o assunto. "São Vicente fica de fora mais uma vez. Isso é inadmissível! Estamos falando da cidade mais pobre da Baixada Santista, que tem uma população carente e que depende do serviço público. Temos o Hospital do Vicentino, que tem uma estrutura pronta e que pode receber recursos para a abertura de mais leitos", desabafou.

Desigualdade regional
Rodrigo Digão (PP) relembrou da conversa que teve com um amigo, que disse o seguinte: "Em Santos, o dinheiro público é descarregado de caminhão e, em São Vicente, de colher". O parlamentar emendou, citando que "nem de colher esses recursos estão chegando para a saúde". Edinho Ferrugem (PSDB) quer saber da Secretaria de Estado de Saúde quais foram os critérios utilizados para o Município não ter sido contemplado com novos leitos.

Apelo diário 
"Eu acho que esse secretário, se esqueceu de São Vicente, só pode ser ‘um maluco beleza’ ou ter problema na cabeça", ressaltou Tiago Peretto (PL), que cobrou dos deputados da Baixada Santista um posicionamento mais firme em relação a essa questão. Ele complementou: "Todos os dias a gente tem que se humilhar, ir para as redes sociais e expor os nossos pacientes, que pedem para a gente filmar e divulgar na internet para que sejam ouvidos".

Conversa produtiva
O secretário geral do MDB paulista, Jorge Caruso, recebeu, na última quarta-feira, o colega de partido e vereador de Cubatão, Fábio Roxinho, para discutir os rumos da legenda nas eleições do próximo ano. Desde 2020, o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, já apontava que o parlamentar seria o nome indicado da sigla para concorrer ao Executivo.

Costuras em andamento
O médico Paiva Magalhães (PL), o ex-presidente da Câmara Wagner Moura, o advogado e ex-vereador Mychajlo Halajko Junior (PSB) e Luciano Lino também participaram desse diálogo com Caruso. Há uma conversa em andamento com o deputado estadual Tenente Coimbra (um dos coordenadores do PL na Baixada Santista) na tentativa de selar uma união entre MDB e PL para o próximo pleito. Republicanos e PSB também podem fazer parte dessa aliança.

Conversa com a ministra
Na última semana, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o prefeito santista Rogério Santos (PSDB) e o secretário municipal de Governo, Fábio Ferraz, estiveram reunidos com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Ela conheceu melhor as atividades desenvolvidas pelo Parque Tecnológico da Cidade.

Caminho pavimentado
A titular da pasta explicou que, nos próximos dias, será aberto um edital que permitirá a captação de recursos para o desenvolvimento das atividades no local. As autoridades do Município explicaram que já existe uma estrutura montada dentro da vocação portuária, o que deverá facilitar esse processo. 

Ressarcimento ao erário
Por 4 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) desaprovou, na última terça-feira, as contas de campanha do deputado federal Alberto Mourão (MDB). Ele terá de devolver R$ 18.801,00 ao Tesouro Nacional, devido a gastos irregulares com pagamentos a prestadores de serviços, em valores superiores àqueles efetivamente contratados, com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha - o chamado Fundão - e de despesas não comprovadas.

Infração grave
O juiz Maurício Fiorito apontou que o então candidato deixou de informar, durante a prestação de contas parcial, os gastos já realizados no valor de R$ 1,275 milhão, o que representa uma infração grave. Foi identificada, ainda, a comprovação intempestiva de despesas com recursos privados, no montante de R$ 54.550,00.

Análise equivocada
A assessoria do parlamentar informou que já prestou todas as informações durante a prestação de contas de campanha, mas ocorreram divergências nos lançamentos das despesas no sistema do órgão, o que gerou as dúvidas no entendimento da Justiça Eleitoral. O integrante do MDB recorrerá da decisão e apresentará recurso nos próximos dias. 

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