Terça, 14 de julho de 2026

DólarR$ 5,15

EuroR$ 5,87

Santos

17ºC

LEIA A COLUNA

Governador anuncia a criação de programa de escolas cívico-militares

Medida foi tomada após o Ministério da Educação ter iniciado o processo de extinção do programa de fomento a esse tipo de colégio no País, criado em 2019 pela gestão anterior

Sandro Thadeu

Sandro Thadeu

12/07/2023 — quarta-feira às 18h00

Governador anuncia a criação de programa de escolas cívico-militares

selo sandro01

Fim de ciclo 
O Ministério da Educação (MEC) enviou às secretarias estaduais dessa área ofício para informar que o programa federal de fomento a escolas cívico-militares será descontinuado. Os militares que atuam nessas unidades ganham um pró-labore, que varia de R$ 2.657,24 a R$ 9.152,76. Os valores variam conforme a patente. Só no ano passado, foram gastos R$ 64,2 milhões com essas gratificações, segundo o Governo Federal.

Bate-pronto
Sem perder tempo, o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) anunciou, ontem, que editará um decreto para regular esse tipo de iniciativa no Estado e que ampliará o número de unidades desse gênero no território paulista. "Fui aluno de colégio militar e sei da importância de um ensino de qualidade e como é preciso que a escola transmita valores corretos para os nossos jovens", escreveu o chefe do Executivo no Twitter.

Resultados positivos
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL), que tem como principal bandeira de mandato a criação de escolas cívico-militares, comemorou a decisão de Freitas. "Durante quatro anos, colocamos 14 unidades deste tipo no Estado, obtendo resultados excelentes, como aumento de 20% de nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e redução da evasão escolar em 50%”, frisou.

Crítica construtiva
Candidato ao Senado pelo PSOL em 2018, o educador e cientista político Daniel Cara entende que a decisão do MEC foi positiva, mas "tímida diante do cenário e da necessidade". "É inaceitável saber que há quem defenda que um policial militar é melhor educador que um professor. E pior, que isso virou política pública antes mesmo do Governo Bolsonaro", destacou.

Não passou
O prefeito santista, Rogério Santos (PSDB), vetou, de forma integral, o Projeto de Lei 133/2022, que buscava criar o Programa Censo de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de seus familiares. Uma das razões apontadas para não sancionar a matéria é o fato de essas informações estarem disponíveis em bancos de dados já existentes.

Vício de iniciativa
O tucano argumentou que a propositura, de autoria do vereador Chico Nogueira (PT), é inconstitucional, pois esse tipo de iniciativa seria uma atribuição do Executivo, e que a nova legislação implicaria em novas despesas, como a implantação de serviço de coleta e processamento de dados estatísticos, não consideradas no orçamento vigente.

Agora é lei
O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), sancionou a Lei 4.432/2023, que autoriza o Município a implantar o programa Turismo Acessível. O objetivo é garantir a inclusão de pessoas com deficiência em atividades desse segmento, promovendo fácil acesso a lugares e estabelecimentos. A nova legislação é de autoria do vereador Jailton Jatobá (Pode). 

Olhar atencioso
"Nossa cidade é a primeira cidade do Brasil, de modo que diversos pontos são reconhecidamente turísticos. No entanto, não temos estrutura para receber aqueles que possuem mobilidade reduzida. Esse público-alvo acaba ficando privado do acesso aos bens turísticos da Cidade, situação que não podemos deixar permanecer", justificou Jatobá, ao apresentar a matéria ao Legislativo. 

Rumo a Brasília
Na noite de ontem, um grupo de 80 universitários da Baixada Santista partiu, de ônibus, para Brasília a fim de participar do 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que começou nesta quarta-feira e vai até o próximo domingo. O evento é considerado o maior encontro político da juventude brasileira. 

Marcando presença
Na manhã de hoje, serão realizados debates do eixo de conjuntura. Uma das convidadas para participar de uma das atividades é a economista e ex-presidente da UNE, Carina Vitral. Candidata à Prefeitura de Santos pelo PCdoB, em 2016, ela trabalha atualmente na assessoria do Ministério da Fazenda e estará no painel que tratará da defesa da Amazônia e do meio ambiente dentro das universidades.

Deixe a sua opinião

Leia Mais

ver todos

Obra do Espaço Multiuso da Câmara de Bertioga supera R$ 21 milhões

POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA

Obra do Espaço Multiuso da Câmara de Bertioga supera R$ 21 milhões

Projeto de lei cria painel para acompanhar dívida pública de Itanhaém

POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA

Projeto de lei cria painel para acompanhar dívida pública de Itanhaém

Pessoas com TEA de Cubatão terão direito a receber remédios em casa 

POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA

Pessoas com TEA de Cubatão terão direito a receber remédios em casa 

2
Entre em nosso grupo