Região
Operação policial localizou Raphael Avoli, acusado de atirar em soldado
Redação BS9
27/01/2022 - quinta às 12h55
Imagens de câmera de monitoramento auxiliaram a Polícia a identificar o suspeito de matar Juliano Ritter - Reprodução
O homem suspeito de ter matado o policial militar Juliano Ritter em novembro de 2021, na Ponte dos Barreiros, em São Vicente, foi morto na quinta-feira, dia 27, durante uma operação policial na comunidade Charms, também no município. Raphael Avoli tinha 25 anos.
Pela manhã, uma equipe do Departamento de Homicídios da Polícia Civil de Santos, com apoio do Batalhão de Operações Especiais da PM (Baep), se deslocou para dois endereços, um em Santos e outro em São Vicente. Investigações apontaram esses locais como possíveis esconderijos do suspeito.
Raphael foi encontrado no endereço de São Vicente, na Avenida Samambaia. De acordo com a Polícia Civil, ele deu início ao confronto com os agentes, atirando na direção deles, mas acabou sendo atingido. O Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) foi acionado e levou Raphael para o Hospital Municipal de São Vicente. Mas ele não resistiu. Segundo a Secretaria de Saúde, ele foi ferido na região cervical, na virilha direita e no glúteo.
O soldado da PM Juliano Ritter tinha 31 anos e trabalhava com uma colega em frente ao prédio da Escola Técnica de Economia Criativa, no bairro Vila Margarida, próximo à Ponte dos Barreiros. Eram cerca de 13h40 do dia 28 de novembro quando um homem se aproximou da dupla e efetuou alguns disparos. Um deles acertou a cabeça de Juliano. A outra policial ainda atirou na direção do rapaz, que conseguiu fugir.
O policial foi encaminhado para o Hospital Municipal, onde passou por cirurgia neurológica e submetido a ventilação mecânica, mas morreu às 18h24.
Identificação
O caso foi registrado no plantão da Delegacia Sede de São Vicente, que iniciou as diligências. Imagens de uma câmera de monitoramento ajudaram os agentes a identificar o suspeito como Raphael Avoli. Ele aparecia andando de bicicleta, usando um boné, uma corrente com um crucifixo, bermuda jeans e chinelos. Ele estava sem camisa e uma tatuagem no braço direito foi determinante para os policiais o identificarem.
Na residência onde Raphael estava escondido foi encontrada a bermuda que ele usava no dia do crime. Ele estava com a mesma corrente durante o confronto de quinta-feira com os policiais.
O suspeito era foragido da Justiça desde novembro, justamente o mês da morte de Juliano. Na ocasião, ele havia sido condenado a cinco anos de reclusão em regime semiaberto por participação em roubos praticados em 2015.
Em dezembro daquele ano, Raphael Avoli foi preso após trocar tiros com a polícia em Santos. Ele já era suspeito de envolvimento na morte de um PM reformado e de um vigia em São Vicente. Durante essa operação policial, o rapaz foi atingido na perna e por isso, teve de passar pelo Pronto Socorro da Zona Noroeste antes de ser encaminhado para a cadeia.
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