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Feliz 2022?

Paulo Ferraz Junior

14/01/2022 - sexta às 00h00

Prezados leitores, ano novo, vida nova, correto?  Talvez, nem sempre. Pode ser que esse ano seja continuação de 2021 com muitos problemas a serem solucionados. Mesmo procurando ser otimista, e seguindo todos os rituais de boa sorte que tratam de final de ano, isto é, pulando três ondinhas, jogando flor para Iemanjá, usando roupas brancas, comendo sete romãs e guardando as sementes na carteira, comendo três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas, confesso que tenho dúvidas sobre boas novas em 2022.


Não se trata de ser pessimista, mas sim de analisar fatos e suas consequências. Inicialmente temos que analisar a situação da saúde pública, pandemia, epidemias e suas consequências.


Muito embora os números sejam promissores com relação a diminuição de mortes por Covid 19, comparada com 2020 e 2021, começamos 2022 com uma nova variante da Covid19 muito mais contagiosa, entretanto aparentemente menos letal para os vacinados. Isso pode parecer uma boa notícia, mas devemos lembrar das lições tidas com o inicio a pandemia em 2020. Caso tenhamos muitos casos, mesmo que não letais, poderemos ter um colapso no sistema de saúde pública, e com isso mortes por falta de atendimento médico.
 Não obstante, ao contrário de anos anteriores, 2022 começa com epidemia de uma nova gripe, que ainda não há vacina para nos proteger, além do costumeiro surto de Zika, Dengue, Chicungunha. Soma-se ainda ao aumento dos casos de Sarampo, em razão da falta de vacinação.


A nova onda de gripe causada pelo vírus H3N2, Covid-19, Zika, Chicungunha, Dengue podem levar o sistema de saúde a um colapso, o que será uma tragédia, não apenas para as famílias enlutadas, mas também para economia e sociedade. Não podemos perder o que conquistamos ao longo da pandemia. 


Quando observamos a economia, e o desemprego, o temor que 2022 seja tão tenebroso como 2021 aumenta. Terminamos o ano de 2021 com uma inflação de dois dígitos (10,09%), e uma expectativa do mercado pouco otimista para 2022 para esse tema. Esta é a maior alta da inflação em seis anos, após 2015 terminar com um acumulado de 10,67%.  Ainda segundo o relatório "Focus", divulgado no dia 06 de janeiro, pelo Banco Central, a inflação em 2022 deverá ser superior a 5% .


De outro lado o desemprego não dá trégua, continuando em patamares altos, e preocupantes, e segundo especialistas sem previsão de melhoras em 2022.


Neste cenário o mercado financeiro diminuiu a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2022. As projeções constam do segundo boletim Focus de 2022, diminui a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,28%, ante os 0,36% da semana passada.


O que ajuda a melhorar esse quadro aterrorizador é a existência de eleição em 2022, que podem ajudar a mudar os rumos dessa situação, dependendo daqueles que forem eleitos. Precisamos ser objetivos neste momento. Como estava a vida das pessoas nas eleições anteriores, e como estão neste momento? As promessas de campanha foram cumpridas? As reformas trabalhistas, previdenciárias, administrativas são mesmo necessárias? Elas vão trazer verdadeiramente melhoras econômicas? 


Com essas respostas penso que criaremos um bom critério de escolha para os novos representantes do povo brasileiro no cenário político.


Boa escolha leitor. Feliz 2022.
 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal BS9
 

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