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De uma figura temida pelos antigos povos nórdicos a um personagem popular e brincalhão, Jack Frost atravessou séculos e ganhou novas versões na cultura e no cinema.
26/08/2026 — quarta-feira às 12h30
Divulgação
Conhecido como a personificação do inverno, do gelo e da geada, Jack Frost é uma figura lendária presente no folclore anglo-saxão e nórdico. Ao longo dos séculos, o personagem passou por diferentes interpretações, deixando de ser associado apenas ao rigor do frio para ganhar características mais lúdicas e populares.
A origem da lenda é frequentemente relacionada a Jökul Frosti, entidade da mitologia escandinava cujo nome pode ser traduzido como “geada” ou “gelo”. Para antigos povos nórdicos, figuras ligadas ao inverno eram vistas de maneira ameaçadora. Acreditava-se que espíritos do frio poderiam provocar geadas intensas, congelar pessoas e tornar ainda mais perigosos os rigorosos períodos de inverno.
O nome “Jack Frost” consolidou-se na literatura inglesa a partir do século XVIII, transformando-se com o tempo em um duende brincalhão ou ajudante do Papai Noel para explicar o frio, as folhas coloridas no outono e os desenhos de geada nas janelas.
Na cultura popular contemporânea, uma das representações mais conhecidas do personagem aparece na animação “A Origem dos Guardiões”, da DreamWorks. No filme, Jack Frost é retratado como um jovem espírito rebelde e divertido, que descobre seu papel como um dos Guardiões responsáveis por proteger as crianças.
A trajetória de Jack Frost mostra como antigas lendas podem se transformar ao longo do tempo. De uma figura associada aos perigos do inverno, o personagem passou a representar uma versão mais leve e encantadora do frio, tornando-se parte do imaginário popular sobre a estação.
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