Domingo, 30 de agosto de 2026

Santos

22ºC

CASOS DE COVID

Onda da ômicron levou 3 em 4 crianças e jovens a terem Covid nos EUA, diz CDC

O crescimento na faixa etária mais jovem representou uma subida de cerca de 30 pontos percentuais

Por Ana Bottallo - Da Folhapress

Por Ana Bottallo - Da Folhapress

05/05/2022 — quinta-feira às 13h00

Onda da ômicron levou 3 em 4 crianças e jovens a terem Covid nos EUA, diz CDC

Nas crianças de 0 a 11 anos número de infecção subiu de 44,2%, entre setembro e dezembro de 2021, para 75,2% - (foto: Freepik)

A onda da ômicron nos Estados Unidos levou 3 em cada 4 das crianças e adolescentes até 17 anos no país a apresentarem anticorpos específicos contra o coronavírus no organismo, o que pode indicar uma infecção prévia pelo vírus.

Esse valor, que representa a chamada taxa de soroprevalência, teve um salto nas crianças de 0 a 11 anos de 44,2%, entre setembro e dezembro de 2021, para 75,2%, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 -a análise é feita a cada quatro semanas. No caso dos jovens de 12 a 17 anos, a taxa passou de 45,6% para 74,2%.

Os dados foram divulgados em um relatório do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano no dia 26. A análise de amostras de sangue para buscar anticorpos específicos contra o nucleocapsídeo (proteína do núcleo) do Sars-CoV-2 no período possibilitou avaliar como essa mudança teve relação direta com o surgimento da variante ômicron do coronavírus no país.

De acordo com o estudo, a soroprevalência geral subiu entre 0,9 e 1,9 pontos percentuais nos meses de setembro a dezembro de 2021. Já entre dezembro e fevereiro, o crescimento reportado foi de 33,5% para 57,7% (24,2 pontos percentuais).

Apesar de o aumento ter sido notado também nos adultos acima de 18 anos, o crescimento na faixa etária mais jovem representou uma subida de cerca de 30 pontos percentuais no período da ômicron. Nos indivíduos mais velhos, a prevalência cresceu de 36,5% para 63,7%, em adultos de 18 a 49 anos; de 28,8% para 49,8%, naqueles com 50 a 64 anos; e de 19,1% para 33,2% nos indivíduos com 65 anos ou mais.

Ainda de acordo com o órgão, essa alta nas faixas etárias mais jovens pode estar diretamente relacionada ao fato de crianças e adolescentes terem taxas menores de cobertura vacinal contra Covid e, assim, estarem mais suscetíveis a novas infecções.

Em janeiro, dados do próprio CDC apontaram para um aumento de 520% de novas internações pediátricas de Covid em relação ao período pré-ômicron, e hospitais de todo o país viram um crescimento também de sintomas respiratórios nas crianças, provavelmente ligados à ômicron.

As taxas de cobertura vacinal com duas doses em abril no país estavam em 28%, entre as crianças de 5 a 11 anos; 59%, para os adolescentes de 12 a 17; 69%, nos adultos de 18 a 49 anos; 80%, nos indivíduos de 50 a 64 anos; e 90% para aqueles com 65 anos ou mais.

A reportagem solicitou dados de casos de Covid em crianças e adolescentes de 0 a 17 anos no Brasil ao Ministério da Saúde de janeiro a abril de 2022, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Foram registradas, desde o início da pandemia até o dia 7 de fevereiro de 2022, 6.877 hospitalizações e 308 mortes por Covid em crianças.

De acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, até esta quarta, dia 4, 27,08% das crianças de 5 a 11 anos no Brasil receberam as duas doses da vacina contra Covid.

Para a imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, os dados encontrados nos EUA devem acender um alerta para o Brasil, que não possui dados em ampla escala sobre anticorpos contra a Covid na população, especialmente pediátrica.

"Isso é realmente muito preocupante porque não sabemos a longo prazo o que o vírus é capaz de fazer no organismo. Pelo que sabemos de evidências até agora, a resposta imune é muito variável após infecção. É por isso que é essencial a vacinação", reflete.

A pesquisadora destaca a importância de as vacinas protegerem não só contra quadros agudos das doenças, mas também contra consequências. "Existem várias vacinas e doenças infecciosas que antes se conhecia muito pouco sobre as consequências a longo prazo, e hoje já sabemos. O HPV [vírus do papiloma humano], por exemplo, é um deles. Há uma relação clara entre ter a infecção pelo vírus e incidência de câncer de colo de útero ou de cabeça e pescoço na vida adulta, então vacinar as crianças é essencial para prevenir isso. A Covid é a mesma coisa, não sabemos as sequelas que uma infecção pelo coronavírus pode causar nas crianças, mesmo em alguns meses após a infecção", explica.

Segundo dados do boletim epidemiológico da pasta da Saúde referentes à semana de 10 a 16 de abril de 2022, foram notificados, desde o início da pandemia, 2.927 casos suspeitos de SIM-P (síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica) em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, dos quais 1.702 (cerca de 58%) foram confirmados, e 113 mortes.

Leia Mais

ver todos

Eleições 2026: veja como baixar o e-Título para a votação e conheça as funções do aplicativo

ELEIÇÕES 2026

Eleições 2026: veja como baixar o e-Título para a votação e conheça as funções do aplicativo

Feira do Empreendedor do Sebrae-SP abre inscrições para visitantes da região da Baixada Santista

SEBRAE

Feira do Empreendedor do Sebrae-SP abre inscrições para visitantes da região da Baixada Santista

Desenvolvedor de games de Praia Grande ganha espaço em evento internacional na Alemanha

GAME

Desenvolvedor de games de Praia Grande ganha espaço em evento internacional na Alemanha

2
Entre em nosso grupo