ECONOMIA
O desempenho do mercado de trabalho no setor veio acompanhado de piora no quadro financeiro das empresas, com mais estabelecimentos no vermelho e maior pressão sobre a operação dos negócios
Da Redação
03/04/2026 - sexta às 12h36
O setor de alimentação fora do lar registrou piora em fevereiro, em um cenário de pressão sobre as empresas e perda de ritmo no mercado de trabalho. No mês, dados da PNAD e do Caged apontam recuo nas contratações. Em paralelo, o salário médio teve o maior aumento relativo em dois anos.
Segundo os dados analisados, a mão de obra do setor recuou 0,3% em 12 meses, de acordo com a PNAD, enquanto o número de admissões em fevereiro caiu 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, conforme o Caged. Concomitantemente, o salário médio avançou 3,9% em comparação com o trimestre anterior, maior aumento relativo em dois anos.
A pesquisa da Abrasel, por sua vez, aponta que a parcela de empresas operando no prejuízo subiu de 23% em janeiro para 33% em fevereiro, enquanto 36% ficaram em equilíbrio e apenas 30% registraram lucro. O resultado mostra, também, que houve um aumento do número de empresas com pagamento em atraso, 38% dos estabelecimentos relataram essa situação.
Na avaliação do presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o desempenho do setor em fevereiro apresentou dificuldades, mas a expectativa é de recuperação devido ao calendário favorável com feriados e grandes eventos.
"O mês de fevereiro foi difícil para as empresas do setor. Mesmo com aumento do salário médio, as contratações perderam ritmo em um contexto de piora do quadro financeiro dos negócios. A expectativa é que nos próximos meses haja uma reação puxada principalmente pelas datas que tradicionalmente estimulam o consumo, como os feriados prolongados e a Copa do Mundo", comenta.
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