INVESTIGAÇÃO EM GUARUJÁ
2ª fase da Operação Nacar foi deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 29
Redação BS9
29/03/2022 — terça-feira às 02h30
Paço Raphael Vitello foi um dos locais visitados pela Polícia Federal - (foto: divulgação)
Em operação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU), a Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 29, a segunda fase da Operação Nacar, destinada a aprofundar a investigação fraudes nas contratações das áreas da Saúde e da Educação realizadas pela prefeitura de Guarujá.
Além dos Paços Raphael Vitello e Moacir Santos Filho e da Câmara Municipal do Guarujá, o endereço residencial do prefeito Valter Suman (PSDB) também foi visado, conforme apuração do g1.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação tem como objetivo combater a corrupção, desvio de recursos públicos e outros crimes correlatos que possam envolver recursos federais.
Além disso, segundo a Polícia Federal, as medidas determinadas pela juíza federal incluíram o congelamento de bens e valores dos envolvidos em mais de 110 milhões de reais, além do afastamento de ocupantes de cargos comissionados e eletivos de suas funções, podendo responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Se essas penas forem somadas, elas podem variar de 12 a 46 anos de prisão.
Entenda o caso
O prefeito do Guarujá, Válter Suman, e o secretário da Educação, Marcelo Nicolau, foram presos pela polícia federal no dia 15 de setembro. A residência de Suman foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da Operação Nacar, que investigava um esquema de desvio de verbas em uma rede pública de saúde.
Ambos foram encaminhados ao Centro de Detenção Temporária (CDP) de São Vicente após prestar depoimento na Polícia Federal de Santos. Em 16 de setembro, os políticos tiveram uma audiência de custódia e ainda estão presos. Um dia após a prisão, a vice-prefeita da cidade, Adriana Machado (PSD), assumiu o município.
Na noite de 17 de setembro, a Justiça Federal concedeu liberdade temporária a Válter Suman e Marcelo Nicolau. A decisão afirmou que a privação de liberdade era excessiva e que a dupla foi libertada porque não corria risco de fuga. No dia seguinte, eles deixaram a prisão.
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