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CRISE QUE SÓ CRESCE

Oito em cada dez querem Cristina fora da Prefeitura de Mongaguá

Pesquisa Badra mostra reprovação recorde de 84,1% à prefeita de Mongaguá. Maioria também defende que a Câmara proponha seu afastamento e prefere nova eleição à posse do vice.

Pedro Juvenal

08/06/2026 - segunda às 02h18

Levantamento realizado pelo Instituto Badra entre os dias 2 e 4 de junho mostra agravamento da avaliação negativa da prefeita Cristina Wiazowski à frente da Prefeitura de Mongaguá.

 

Segundo a pesquisa, 84,1% dos moradores-eleitores reprovam o desempenho da prefeita. Apenas 12,2% aprovam, enquanto 3,8% não souberam responder.

 

 

O resultado confirma tendência de deterioração já observada em levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, a aprovação de Cristina era de 57,1%, contra 23,5% de reprovação. Em dezembro, a aprovação caiu para 23,4%, enquanto a reprovação subiu para 64,0%. Em abril de 2026, a reprovação chegou a 76,2%, com aprovação de 20,0%. Agora, em junho, a reprovação avança para 84,1% e a aprovação recua para 12,2%.

 

 

A pesquisa também perguntou se a prefeita deveria se afastar voluntariamente do cargo. Para 78,0% dos entrevistados, Cristina deveria pedir afastamento da Prefeitura. Outros 16,8% disseram que ela não deveria se afastar, e 5,2% não souberam responder.

 

 

Quando a pergunta envolve a Câmara Municipal, o resultado é semelhante. Para 79,5% dos entrevistados, os vereadores deveriam propor o afastamento da prefeita. Outros 14,8% discordam, e 5,7% não souberam responder.

 

 

O levantamento também avaliou o que a população prefere caso Cristina se afaste ou seja afastada. Para 70,1%, deveria haver nova eleição. Já 18,0% defendem que o vice-prefeito Júlio da Imobiliária assuma o cargo. Outros 11,9% não souberam responder.

 

 

Nos cruzamentos por perfil, a defesa do afastamento aparece de forma majoritária em todos os segmentos. Entre os homens, 79,0% defendem o afastamento voluntário da prefeita; entre as mulheres, 77,2%. Por idade, o índice é de 78,6% entre jovens de 16 a 24 anos, 79,6% entre eleitores de 25 a 44 anos, 77,2% entre os de 45 a 59 anos e 76,7% entre os de 60 anos ou mais.

 

A maior diferença aparece na ocupação. Entre a população ocupada, 86,5% defendem que Cristina se afaste voluntariamente. Entre a população não ocupada, o índice é de 65,0%.

 

Na pergunta espontânea sobre em quem o eleitor votaria se houvesse hoje nova eleição para prefeito, 46,6% responderam “ninguém/nenhum” e 43,5% disseram não saber. Júlio da Imobiliária aparece com 2,8%, seguido por Rodrigo Casabranca, com 2,0%, e Márcio Cabeça, com 0,8%.

 

 

 

Na estimulada com lista de nomes, Júlio da Imobiliária lidera numericamente com 15,1%, seguido por Márcio Cabeça, com 12,9%, Rodrigo Casabranca, com 9,9%, e Renatinho da Saúde, com 7,6%. Ninguém/nenhum soma 14,4%, branco/nulo, 5,4%, e não sabe, 1,5%.

 

 

O Instituto Badra ouviu 1.060 moradores-eleitores de Mongaguá com 16 anos ou mais. As entrevistas foram presenciais, em pontos de fluxo do município. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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