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DIREITOS HUMANOS

Guarujá inicia mapeamento de casas de religião de matriz africana

Primeira visita foi realizada no Ilé Asé Ayra, no Perequê

Da Redação

23/06/2026 - terça às 12h00

A Prefeitura de Guarujá iniciou o mapeamento das casas de religião de matriz africana do Município. A primeira visita ocorreu na última quarta-feira (17), no Ilé Asé Ayra, no Perequê. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci) e busca reconhecer e valorizar os terreiros e comunidades tradicionais, fortalecendo ações de promoção da igualdade racial e da liberdade religiosa.

 

O trabalho será realizado por meio de visitas às comunidades, levantamento de informações e diálogo com lideranças religiosas, permitindo a construção de um diagnóstico sobre a presença e a atuação das casas de religião de matriz africana em Guarujá. Na primeira agenda, a equipe da Sedhuci apresentou a proposta da ação e iniciou a coleta de informações junto à comunidade do Ilé Asé Ayra.

 

A assessora especial de Governo, Neide Passos, destacou a importância da iniciativa para ampliar a visibilidade das comunidades de matriz africana no Município.

 

"Este mapeamento é um passo importante para fortalecer o diálogo com os povos de terreiro e reconhecer a contribuição histórica, cultural e social dessas comunidades para Guarujá. Conhecer essa realidade é fundamental para promover respeito, inclusão e combater todas as formas de intolerância religiosa, além de subsidiar a construção de políticas públicas mais eficazes e voltadas à promoção da igualdade racial e da liberdade religiosa", afirmou.

 

Políticas públicas e valorização cultural

 

O mapeamento tem como objetivo identificar, reconhecer e valorizar espaços que preservam saberes ancestrais, práticas culturais e manifestações religiosas fundamentais para a história e a identidade da população guarujaense. As informações coletadas servirão de base para a construção de políticas públicas mais inclusivas e para o fortalecimento do diálogo entre o poder público e as comunidades tradicionais.

 

A ação também contribuirá para a valorização da cultura afro-brasileira, a preservação da memória e das tradições ancestrais, o fortalecimento da participação social e o desenvolvimento de iniciativas educativas voltadas à promoção da igualdade racial e ao combate ao racismo religioso.

 

As visitas terão continuidade em diferentes regiões da Cidade. Ao final do trabalho, os dados deverão subsidiar ações e programas voltados à valorização das tradições de matriz africana e ao fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial.

 

Contato para cadastro

 

Representantes de casas de religião de matriz africana interessados em participar do mapeamento, podem entrar em contato com a Sedhuci pelo e-mail [email protected] para mais informações e inclusão no cadastro.

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