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PRAIA GRANDE

Cidade completa 55 anos com muito a ser resolvido e sem motivos para comemorar

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais diz que a categoria não aguenta mais

Por Lucas Campos - Redação BS9

19/01/2022 - quarta às 09h38

Pixoxó afirma que shows e demais atividades festivas deveriam ser suspensos neste crescimento da pandemia - (foto: divulgação)

Praia Grande completa 55 anos de emancipação político-administrativa nesta quarta-feira, dia 19, mas seus munícipes não têm muitos motivos para comemorar. Além de estar entre os cinco reajustes de IPTU mais caros da região, com 9,67%, a saúde pública está entrando em colapso, com muitos afastamentos de servidores do setor por Covid-19, enquanto a cidade continua em festa com aglomerações em shows ao vivo.
 
O alerta sobre a saúde do município foi feito por Adriano Roberto Lopes da Silva Pixoxó, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais, nesta segunda segunda-feira, dia 17, por meio das redes sociais. Ele faz um apelo à prefeita Raquel Chini (PSDB), propondo a instalação de tendas específicas para atendimento de pessoas infectadas pelo coronavírus.
 
Pixoxó afirma que o Sindicato recebeu denúncias de que as Unidades de Saúde da Família (Usafas) estão sobrecarregadas de pacientes com diferentes problemas e muitos sendo contaminados pela Covid. Também nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e no Ginásio Falcão, onde funciona o hospital de síndromes gripais, ocorre o mesmo problema.
 
"Está um caos. Os mais prejudicados são os servidores, obrigados a jornadas estafantes, com atendimentos sequenciais e de alto risco em péssimas condições de trabalho", diz Pixoxó.
 
Entre as medidas que poderiam ser adotadas pelo executivo, o presidente do sindicato afirma que estaria a suspensão dos shows e demais atividades festivas neste estágio de novo crescimento da pandemia que têm contribuído para a proliferação da doença. Já que, nesses eventos, há grandes aglomerações de turistas e moradores locais, normalmente sem máscaras nem outras medidas preventivas.
 
"A categoria não aguenta mais, prefeita. Estamos entrando em colapso e a senhora tem que tomar providências", desabafa.
 
Ele diz ainda que quem acaba sofrendo com essa situação é o profissional de saúde, que não tem mais descanso e está sofrendo estafa e até depressão. Hoje são mais de 40 que não estão exercendo suas atividades profissionais e a tendência e que esse número aumente ainda mais.
 
"Os servidores não são valorizados e ainda sofrem assédio moral de chefias que exigem cada vez mais dos subordinados. A situação é insuportável", explica.
 
O sindicalista denuncia que alguns escalões da secretaria de saúde não se importam com a situação e até colaboram para o agravamento, visando a terceirização dos serviços. Ele protocolou ofício nesta segunda-feira, dia 17, pedindo reunião de urgência com a prefeita.
 
"Por favor, nos atenda. Ou seremos obrigados a tomar outras medidas", disse. Nesta terça-feira, dia 18, a diretoria do sindicato voltou a percorrer os locais de trabalho para organizar e mobilizar a categoria sobre procedimentos de combate à situação.
 
A reportagem do BS9 tentou entrar em contato com a Prefeitura de Praia Grande, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.
 

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