CASA DE PREFEITO É ALVO
Mandados de busca e apreensão também ocorrem em Santos e São Vicente
Redação BS9
29/03/2022 — terça-feira às 04h05
Agentes chegaram por volta das 5h30 na casa do prefeito de Guarujá - (foto: divulgação)
Equipes da Polícia Federal (PF) estiveram por volta das 5h30 desta segunda-feira, dia 29, na residência do prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), que saiu de seu apartamento pouco antes da chegada dos agentes.
A PF, a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União deram início hoje à segunda fase da Operação Nácar para aprofundar as investigações sobre fraudes na Saúde e Educação envolvendo a prefeitura da cidade.
A investigação tem como objetivo combater a corrupção, desvio de recursos públicos e outros crimes correlatos que possam envolver recursos federais.
Além disso, segundo a Polícia Federal, as medidas determinadas pela juíza federal incluíram o congelamento de bens e valores dos envolvidos em mais de 110 milhões de reais, além do afastamento de ocupantes de cargos comissionados e eletivos de suas funções, podendo responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Se essas penas forem somadas, elas podem variar de 12 a 46 anos de prisão.
Segundo a PF, são cumpridos hoje 55 mandados de busca e apreensão em oito cidades do Estado de São Paulo, incluindo Guarujá, Santos e São Vicente.
Entenda o caso
O prefeito do Guarujá, Válter Suman, e o secretário da Educação, Marcelo Nicolau, foram presos pela polícia federal no dia 15 de setembro. A residência de Suman foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da Operação Nacar, que investigava um esquema de desvio de verbas em uma rede pública de saúde.
Ambos foram encaminhados ao Centro de Detenção Temporária (CDP) de São Vicente após prestar depoimento na Polícia Federal de Santos. Em 16 de setembro, os políticos tiveram uma audiência de custódia e ainda estão presos. Um dia após a prisão, a vice-prefeita da cidade, Adriana Machado (PSD), assumiu o município.
Na noite de 17 de setembro, a Justiça Federal concedeu liberdade temporária a Válter Suman e Marcelo Nicolau. A decisão afirmou que a privação de liberdade era excessiva e que a dupla foi libertada porque não corria risco de fuga. No dia seguinte, eles deixaram a prisão.
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