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COPA DO MUNDO

Através das mãos de crianças, pinturas das ruas para a Copa do Mundo voltam a colorir São Vicente

Tradição que marcou a infância de muitos brasileiros é resgatada em ação que reuniu crianças, famílias e educadores na Creche Eduardo Furkini

Da Redação

08/06/2026 - segunda às 14h00

Bandeiras, troféus, mascotes e até o famoso cachorro caramelo ganharam espaço no chão da Creche Eduardo Furkini, em São Vicente, nesta terça-feira (2). Em clima de Copa do Mundo, crianças, familiares e educadores se uniram para resgatar uma tradição que marcou gerações, a pintura das ruas em verde e amarelo para torcer pela Seleção Brasileira.



Mais do que preparar a cidade para o maior evento do futebol mundial, a iniciativa teve como objetivo proporcionar às crianças uma experiência cultural e afetiva que muitos adultos guardam com carinho na memória. A proposta surgiu justamente desse desejo de reviver momentos da infância e transmiti-los às novas gerações.



"A gente lembra de como era presente pintar as ruas durante a Copa, quando toda a comunidade se reunia. É importante passar essas vivências adiante, e a escola é um dos melhores lugares para isso. Muitas dessas crianças terão agora a primeira lembrança de uma Copa do Mundo", destacou a atendente de educação Danúbia Brandão.



A ação também fortaleceu os laços entre escola e família. Pais, responsáveis e funcionários participaram da pintura, transformando o momento em uma verdadeira construção coletiva. Enquanto alguns desenhavam, outros pintavam, reforçando o espírito de união que tradicionalmente acompanha o período de Copa.



Os desenhos foram escolhidos pelos educadores após pesquisas e referências ligadas ao Brasil e ao futebol. Entre os destaques estavam a bandeira nacional, o troféu da Copa, mascotes e o cachorro caramelo, figura que se tornou um símbolo popular da identidade brasileira.



Para Mariana Lira, educadora que ajudou a elaborar os desenhos, a principal motivação foi garantir que as crianças também possam carregar essas lembranças para o futuro. "Nossa infância foi marcada por pintar a rua e pendurar bandeirinhas. Queríamos mostrar isso para as crianças e marcar a infância delas também. Para muitas, esta será a primeira Copa da vida, então viver esse momento ao lado dos pais é algo muito especial".



Entre os pequenos artistas, a animação era evidente. A aluna Isadora, de 3 anos, participou da atividade ao lado da mãe e não escondeu a empolgação ao escolher seu desenho favorito. "Gostei muito de pintar o cachorro (caramelo)".



Para a mãe, Érica dos Anjos, a iniciativa representa uma oportunidade de reviver histórias e criar novas lembranças. "Hoje é muito difícil ver esse tipo de tradição acontecendo. Participar disso com minha filha é praticamente reviver uma história e, ao mesmo tempo, criar novas memórias", comentou.



A Secretária de Educação, Michelle Paraguai, ressalta a importância de intervenções culturais como essa. "Incentivar esse clima de Copa é incentivar a construção de memórias, o sentimento de pertencimento e a coletividade. É uma ação que envolve arte, lazer e participação da comunidade. Quando essas crianças crescerem e assistirem a outra Copa do Mundo, certamente vão se lembrar deste momento".

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