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ENSINO

Amei Rei Pelé, em São Vicente, celebra Dia dos Povos Originários com arte e reflexão

Performance teve dança, encenação e exposição de livros, envolvendo alunos de 4º e 5º anos para reforçar a luta e resistência indígena

Da Redação

23/04/2025 - quarta às 09h54

A quadra da Amei Rei Pelé (Samaritá) foi transformada nesta terça-feira (22) em palco para a celebração do Dia dos Povos Originários, onde alunos de 4º e 5º anos participaram de uma grande performance para reforçar a luta indígena há exatos 525 anos.

 

A apresentação contou com dança, encenação e simulações de jogos e práticas esportivas típicas.

 

"A ideia não é celebrar uma data, mas reforçar a resistência dos povos originários, que são os verdadeiros habitantes daqui, desde a chegada dos portugueses em 1500", reforçou a diretora da unidade escolar de tempo integral, Regina Davino Rizzo.

 

Idealizadora do projeto, a professora de educação física, Laudicea Guglielmetti, destacou a participação de todas as professoras no evento. "Trabalhamos de forma interdisciplinar esse importante tema que faz parte do currículo escolar, desenvolvendo práticas corporais, a arte, a influência do vocabulário sobre a língua portuguesa, a culinária e a história dos povos originários".

 

Aluna do 5º ano, Luiza Ferreira de Andrade considerou o momento de grande importância no ambiente escolar. A estudante conta que, nas últimas semanas, aprendeu muitas coisas sobre a cultura indígena, como brincadeiras, palavras que fazem parte do nosso vocabulário e até a influência na culinária. "É importante conhecer nossas origens", finalizou.
 

 

Maya Pimentel, 10 anos, fez um discurso de abertura, destacando que a celebração é uma oportunidade para valorizar as tradições fundamentais para a nossa identidade, "mas é também um momento de reflexão sobre os desafios ainda presentes nos dias atuais", avaliou a estudante do 5º ano.

 

Além da parte coreográfica, a ação contou com uma exposição de relevantes vultos dos povos indígenas, apontamento de parte das mais de 300 tribos pelas cinco regiões do País e exposição de livros escritos por autores representativos, como Márcia Wayna Kambeba ('Infância na Aldeia'), Auritha Tabajara (co-autora de 'Tuiupé e o Maracá Mágico'), Daniel Munduruku ('Vó Coruja' e 'Coisas de Índio - versão infantil'), Yaguarê Yamã ('Três Curumins - como nascem os nomes indígenas'), entre outros.

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