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Começa a obra de nova estação para combater alagamentos na Zona Noroeste de Santos

Localizada no km 65 da Via Anchieta (SP-150), sentido Santos, próximo ao Supermercado Assaí, a EEC 0 ocupa uma área de 445 m² cedida pelo Governo do Estado.

Da Redação

Da Redação

20/10/2026 — terça-feira às 07h08

Começa a obra de nova estação para combater alagamentos na Zona Noroeste de Santos

Divulgação

Já começaram os preparativos para a construção da terceira Estação Elevatória com Comportas (EEC) de Santos, a EEC 0, no Saboó. A estrutura será destinada a reduzir os históricos problemas de alagamentos na Zona Noroeste e na entrada da Cidade, especialmente na região da Avenida Nossa Senhora de Fátima, importante corredor viário que liga Santos a São Vicente.

 

A nova estação faz parte de um projeto de longo prazo para melhorar o sistema de drenagem da Zona Noroeste, beneficiando moradores e quem utiliza diariamente a região, incluindo ciclistas, usuários do transporte coletivo e motoristas de veículos particulares e de carga.

 

A EEC 0 terá capacidade de bombeamento de 5 mil litros de água por segundo (5 m³/s), equivalente a 18 milhões de litros por hora (mais de 7 piscinas olímpicas). O projeto prevê uma estação de 272 m², setor administrativo de 170 m² e aproximadamente 1.200 m² destinados a poços de visita e tubulações, além de um reservatório.

 

 

“São projetos há muito tempo desenvolvidos que começam a ser executados agora. A EEC 0 é uma estação feita em parceria com o Governo do Estado que vai receber as águas de parte do Saboó e da Vila Haddad, visando resolver os alagamentos que temos no começo da Avenida Nossa Senhora de Fátima”, explicou o prefeito Rogério Santos, que na sexta-feira (16) visitou o canteiro de obras e também acompanhou o andamento da construção da EEC 6, no Saboó (leia mais abaixo).

 

Localizada no km 65 da Via Anchieta (SP-150), sentido Santos, próximo ao Supermercado Assaí, a EEC 0 ocupa uma área de 445 m² cedida pelo Governo do Estado.

 

A estrutura complementa o Programa de Macrodrenagem Santos Mais, desenvolvido pela Prefeitura, que prevê um conjunto de 13 estações elevatórias e 14 sistemas de comportas para reduzir os impactos da combinação de chuvas intensas e maré alta.

 

O sistema utiliza reservatórios, comportas e bombeamento mecanizado para controlar o fluxo das águas pluviais, evitando que o avanço da maré prejudique o escoamento e provoque alagamentos.

 

A primeira fase da obra tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2027, quando a estrutura deverá passar a integrar o sistema de drenagem da região, ampliando a capacidade de gerenciamento das águas pluviais.

 

“A EEC 6 resolve o problema do Saboó, no sentido Centro de Santos. Já a EEC 0 vai resolver o problema na região da Rua Ana Santos. A água que inunda a pista da Avenida Nossa Senhora de Fátima vai ser recebida pela estação e lançada no estuário. As duas estações em conjunto resolvem os problemas da região da entrada de Santos”, explicou o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Wagner Ramos.

 

Com aproximadamente 10% do projeto executado, os trabalhos da EEC 0 estão concentrados na preparação do terreno e na implantação da infraestrutura para receber a estação.

 

Já foram realizadas a limpeza do canal de captação e ações de reforço e estabilização do solo com a técnica de jet grouting, no entorno da futura edificação que abrigará as bombas.

 

O método utiliza jatos de alta pressão para misturar o solo a uma calda de cimento, aumentando sua resistência e estabilidade. Também está prevista a cravação de perfis metálicos para a fundação da estrutura.

 

As próximas etapas incluem a continuidade dos serviços de infraestrutura, a estabilização do terreno para permitir as escavações dos poços de emboque, a implantação das tubulações, a construção das edificações operacionais e a instalação dos equipamentos de bombeamento, além dos sistemas elétricos e de automação.

 

O projeto também contempla estruturas de drenagem conectadas à rede, permitindo captar e direcionar as águas pluviais para a estação de bombeamento.

 

O funcionamento da EEC 0 será semelhante ao da EEC 7 Engenheiro Marco Diniz, em operação desde maio de 2023 na Avenida Haroldo de Camargo, que atende aos bairros Castelo e Areia Branca, em Santos, além do Jardim Guassu, em São Vicente.

 

A EEC 7 tem capacidade para armazenar 4,25 milhões de litros de água (mais de uma piscina olímpica) em seu reservatório e conta com três bombas de alta vazão, capazes de bombear 2 mil litros por segundo cada.

 

O sistema opera de acordo com quatro situações de chuva e maré. Em períodos de chuva fraca e maré baixa, as comportas permanecem abertas, permitindo o escoamento natural da água. Quando há chuva forte e maré baixa, as comportas podem reter parte do volume.

 

Já em situações de maré alta, as comportas são fechadas para impedir o avanço da água sobre os bairros. A água da chuva fica acumulada no reservatório e as bombas são acionadas gradualmente para lançá-la no Rio dos Bugres.

 

Quando ocorrem simultaneamente chuva forte e maré alta, as comportas permanecem fechadas e as três bombas operam com potência máxima para escoar a água acumulada.

 

A EEC 0 integra as intervenções sob responsabilidade do Governo do Estado, como parte do plano de remodelação da entrada de Santos. A obra é executada pela concessionária Ecovias Imigrantes, integrante do grupo EcoRodovias, responsável pela administração e manutenção do Sistema Anchieta-Imigrantes.

 

Também participam dessa etapa a MRS Logística, empresa de transporte ferroviário, e a Autoridade Portuária de Santos (APS), uma vez que parte da tubulação de drenagem passará por áreas sob responsabilidade dessas instituições, direcionando a água para o Estuário.

 

O projeto também obteve recentemente a anuência de uma empresa do setor retroportuário para a passagem subterrânea dos dutos por sua área.

 

A implantação do trecho complementar das tubulações de bombeamento até o estuário será executada pela Prefeitura, com investimento estimado em R$ 35 milhões, permitindo a operação plena do sistema projetado.

 

A nova estação contará com sistema de bombeamento com capacidade para 18 mil m³ por hora (5 m³ por segundo) e será interligada a uma rede de drenagem de aproximadamente 360 metros de extensão, composta por duas linhas paralelas de tubulação, com um metro de diâmetro cada.

 

A infraestrutura permitirá ampliar a captação, a condução e o bombeamento das águas pluviais, especialmente durante períodos de chuvas intensas, reforçando a capacidade de drenagem da região.

 

“Amplia a estrutura disponível para o manejo das águas pluviais na região. O projeto reúne diferentes etapas de engenharia, desde a preparação e reforço do solo até a instalação do sistema de bombeamento e dos dutos de drenagem. É uma obra que contribui para a melhoria da infraestrutura e para a operação da região, especialmente em períodos de chuvas intensas”, afirmou Fernanda Meireles, gerente de engenharia da Ecovias Imigrantes.

 

Também integrante do Programa Santos Mais, a EEC 6 beneficiará uma área de aproximadamente 2 km² no Saboó, com exceção das vias mais próximas e paralelas à Avenida Nossa Senhora de Fátima, que serão atendidas pela EEC 0.

 

Terá oito conjuntos de bombas verticais a diesel, com capacidade individual de 2,50 m³ por segundo e vazão total de 20 m³ por segundo, permitindo bombear o equivalente ao volume de uma piscina olímpica em aproximadamente dois minutos.

 

Atualmente, cerca de 12% da obra foi concluída, com previsão de entrega para fevereiro de 2029.

 

“Já finalizamos toda a parte de aterro e consolidação do solo e estamos avançando com toda a parte de fundação, composta por estacas de perfil metálico e pré-moldadas de concreto”, explicou o engenheiro civil Leandro Firmino Araújo dos Santos, da Terracom, empresa responsável pelas obras.

 

A construção da EEC 6, incluindo estação elevatória, comporta e canal, tem investimento de R$ 153,3 milhões. Desse total, R$ 149,2 milhões são financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF), por meio de contrato destinado a viabilizar obras do Programa Santos Mais. O restante corresponde à contrapartida da Prefeitura.

 

“Contraímos um financiamento muito importante para estas intervenções. Também teremos obras importantes em vias da Cidade e conjuntos habitacionais. Vão ajudar a resolver problemas com foco principal na questão da macrodrenagem, mitigando alagamentos, em especial na Zona Noroeste, mas também uma reestruturação de drenagem em outras vias importantes”, explicou o secretário de Governo, Fábio Ferraz.

 

Para mais informações sobre a previsão do tempo e as ações da Cidade para enfrentamento e redução dos impactos das mudanças climáticas, acesse www.santos.sp.gov.br/climasantos.

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