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Lugar de menina também é na ciência

Realizada durante a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, ação "Ciência Delas" reuniu cerca de 90 alunas na Unesp, em São Vicente

Da Redação

Da Redação

09/10/2026 — sexta-feira às 07h00

Lugar de menina também é na ciência

Divulgação

Mostrar que a ciência também é lugar de mulher e que a educação pode abrir portas para diferentes futuros foi o objetivo da ação "Ciência Delas", realizada na tarde de terça-feira (6), no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Vicente. A atividade integrou a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e reuniu cerca de 90 meninas, de 13 a 17 anos, para conhecer trajetórias inspiradoras e descobrir possibilidades no universo científico.

Participaram estudantes das unidades municipais UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva (Náutica 3) e UE República de Portugal (Bitaru), além da Escola Estadual Yolanda Conte. A programação contou com palestras e relatos de mulheres que compartilharam experiências, desafios e conquistas na vida acadêmica e profissional.

Pós-doutorado no Centro de Aquicultura e docente da Unesp, a professora Alessandra Augusto destacou a importância de incentivar a presença feminina na ciência e ampliar as referências para as novas gerações. "Dedicamos esse momento às meninas para mostrar que elas podem ser cientistas", ressaltou.

A mensagem também foi reforçada por Eduarda Castro, estudante do terceiro ano do bacharelado em Ciências Biológicas, que participou da organização das atividades. "A ideia foi trazer para as meninas um pouco da trajetória de várias mulheres na ciência, de vários lugares e realidades diferentes, para mostrar que temos, sim, um lugar na ciência e que podemos contribuir com pesquisas e com o trabalho em diversas áreas", afirmou.

Docente da Unesp em São Vicente desde 2003, a professora doutora Tânia Márcia Costa apresentou a palestra "De onde eu vim até onde a ciência me levou: uma história sobre oportunidades, escolhas e possibilidades". Ela relatou os desafios superados para construir sua trajetória acadêmica. Aos 14 anos, começou a trabalhar para ajudar com as despesas de casa e, mesmo dividindo o tempo entre trabalho e estudos, ingressou em uma universidade pública em 1988. "Minha família contava com esse dinheiro, então eu precisava pensar em como conciliar o que eu queria para o meu futuro, mas também ajudar em casa", relatou.

A professora Ana Carolina Francelino também compartilhou sua caminhada, desde a infância em escolas públicas de Araraquara (SP) até a formação acadêmica. Seu conselho às jovens foi direto: "Sonhe alto e tenha pessoas que te apoiem ao seu lado".

Já Iza Maria Cruz Pires Cunha, técnica universitária da Unesp, relembrou a curiosidade que a acompanhava desde a infância e a busca por uma escola onde pudesse desenvolver melhor suas perguntas e interesses. Sua história reforçou a importância de valorizar a curiosidade e nunca deixar de buscar conhecimento.

*Universidade mais perto das estudantes*

A assessora pedagógica Vandilma Galindo, do Núcleo de Educação Ambiental da Diretoria Pedagógica da Secretaria de Educação (Seduc), ressaltou que o contato com a universidade ajuda a despertar o interesse pela ciência ainda na educação básica. "Estar em uma universidade é muito importante, porque é aqui que elas vão conhecer o que é ciência, como ela é praticada e como o conhecimento pode ajudar a resolver problemas do nosso município e do nosso cotidiano", afirmou.

Também do Núcleo de Educação Ambiental, a assessora pedagógica Eliana Isidoro destacou a importância da relação entre a Unesp e a Seduc. "É uma parceria de longa data que possibilita aos estudantes conhecerem a universidade estadual instalada na própria cidade e planejarem o futuro acadêmico com mais informações".

Entre as participantes estavam 33 alunas da UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva (Náutica 3), acompanhadas pela professora de Ciências Márcia Franco. "Essa é uma oportunidade de aproximar as estudantes do ensino superior e ampliar suas perspectivas profissionais", pontuou Márcia.

Aluna da UE Pastor Joaquim Rodrigues, Sophia, de 13 anos, que pensa em cursar Biologia ou Medicina Veterinária, aprovou a ação da Unesp. "Foi bem interessante conhecer a luta das palestrantes e saber que é possível alcançar objetivos", comentou.

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