MEIO-AMBIENTE
Mostra reuniu robôs feitos de materiais recicláveis pelos alunos do 2º ano da UE José Meirelles
Da Redação
28/09/2026 — segunda-feira às 07h45
Divulgação
Nesta sexta-feira (25), os alunos do 2º ano da UE José Meirelles (Quarentenário) promoveram uma mostra de robôs produzidos por eles com materiais recicláveis. O projeto, chamado "Robôs Criativos", teve como objetivo trabalhar os conceitos de sustentabilidade e reutilização.
A exposição contou com 28 robôs, que iam de modelos mais simples, feitos com papelão, até exemplos mais complexos, que contavam com circuitos elétricos e acendiam luzes.
A ideia partiu das professoras de ciências, Priscila Venâncio e Mônica de Oliveira, que, preocupadas com a situação do Planeta, decidiram desenvolver um projeto que mostrasse como materiais que seriam descartados podem ser reaproveitados para criar novos objetos, brinquedos e acessórios.
"A ideia do projeto foi da professora Priscila, e eu abracei a ideia junto com ela. Os alunos adoraram. Eles aprenderam o que são materiais recicláveis, para que servem e como podemos tirar o lixo da rua, reutilizar esses materiais, fazer outras embalagens e não poluir o meio ambiente. A gente explicou tudo o que isso significa e a função dos materiais. Também chamamos a atenção deles para a criatividade, a imaginação e a conscientização de que o lixo pode ser reutilizado. Aquilo que a gente joga fora pode virar um brinquedo, um acessório. Tudo isso foi trabalhado, mostrando a importância da reciclagem para contribuir com um futuro melhor", comentaram as professoras.
A aluna Luiza da Silva Rigueiro, do 2º B, deu detalhes sobre a confecção do seu brinquedo. "Eu fiz o robô número 2. O corpo e a cabeça são de caixa de papelão, os pés são de lixa que minha mãe não usa mais, porque ela é manicure, e o cabelo é de fita crepe. A gente usou tesoura, fita, cola super bonder e papel-alumínio".
Já Gustavo Henrique, também do 2º B, utilizou ainda mais materiais na construção do seu robô. "Eu fiz o robô 12. Usei caixa de sapato, lâmpada, um brinquedo meu que estava para jogar fora e outros materiais. Eu usei a caixa e a lâmpada para fazer a cabeça. Também usei meus brinquedos, um óculos, uma chave de fenda, uma lanterna e um conduíte".
O momento, além de proporcionar lazer e criatividade aos alunos, contribuiu para aproximar as crianças das questões ambientais. A assessora pedagógica do Núcleo de Educação Ambiental, Regina Morais, comentou sobre os aprendizados que experiências como essa podem gerar. "Esse trabalho de reciclagem é muito rico de ver, porque exercita a consciência. Na verdade, isso é um trabalho de conscientização, um trabalho de formiguinha. Você vai plantando essa sementinha nessas crianças, que vão se tornar cidadãs sabendo que aquele resíduo não pode ser jogado em qualquer lugar, que dá para reaproveitá-lo para desenvolver várias atividades dentro da escola, inclusive pedagógicas. Com certeza, esse trabalho desenvolve várias habilidades. Desenvolve a criatividade, a atenção, a concentração, a dedicação, o trabalho em equipe, o saber esperar e o respeitar o outro, porque cada um tem o seu trabalho de uma forma. Um faz mais simples, outro faz mais elaborado, como aquele com a luz".
Por meio das atividades, as professoras também buscaram incluir as famílias no aprendizado. "A gente fez todo um processo. Trabalhamos durante dois meses na sala de aula sobre o tema e envolvemos a família. Fizemos folhetos de conscientização e pedimos para eles guardarem todo o material que achassem que pudesse ser reciclado. Teve esse processo de guardar, observar e pesquisar qual material poderia ser reutilizado. A partir disso, surgiu a ideia do robô, uma proposta que eles amaram", complementa Priscila.
Mais do que apresentar os robôs, a atividade mostrou aos alunos que a criatividade também pode ser uma ferramenta para repensar a relação com os resíduos. Ao longo de dois meses, o projeto levou o tema da sustentabilidade para a sala de aula e envolveu as famílias, transformando materiais que seriam descartados em objetos criados pelas próprias crianças e reforçando, na prática, que reutilizar também pode ser uma forma de cuidar do meio ambiente.
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