MOBILIDADE URBANA
Ações integram reurbanização de grandes vias, expansão do VLT, mobilidade ativa e medidas voltadas à organização e segurança do trânsito
Da Redação
28/09/2026 — segunda-feira às 07h00
Divulgação
No trânsito de uma cidade, cada deslocamento faz parte de uma rede que envolve ruas, transporte público, ciclovias, calçadas e segurança viária. Em São Vicente, diferentes frentes de trabalho vêm sendo desenvolvidas com o objetivo de reorganizar essa estrutura e preparar a Cidade para os próximos anos.
É nesse cenário que estão inseridos investimentos como o programa São Vicente no Eixo, a expansão do VLT para a Área Continental, as revitalizações de ciclovias, a implantação da Faixa Azul para motociclistas e melhorias na infraestrutura do transporte coletivo.
Lançado em fevereiro deste ano, o São Vicente no Eixo reúne mais de R$ 36,5 milhões em investimentos e prevê intervenções estruturais em importantes corredores viários, algumas já iniciadas. O programa contempla a Linha Amarela, as avenidas Capitão-Mor Aguiar e Capitão Luiz Antônio Pimenta e o canteiro central do Itararé.
A Linha Amarela, importante ligação entre a região Insular, a Área Continental e municípios vizinhos, recebe intervenções como padronização de calçadas, ampliação de vagas de estacionamento, travessias elevadas e novo paisagismo. Já a Avenida Capitão Luiz Antônio Pimenta, uma das portas de entrada da Cidade, será reestruturada com calçadas padronizadas, ciclovia, travessias elevadas e paisagismo.
O planejamento também acompanha a chegada do VLT à Área Continental. O projeto prevê 7,5 quilômetros de linha ferroviária e quatro novas estações: Ponte Nova, Quarentenário, Rio Branco e Terminal Samaritá, beneficiando uma região com mais de 150 mil moradores.
Transporte integrado
Outro avanço foi a integração entre os ônibus municipais e o VLT, colocada em operação em novembro de 2025. A medida permite que o passageiro utilize os dois modais mediante uma tarifa integrada, com uso do BR Card e intervalo de até 60 minutos entre as viagens.
De acordo com o secretário de Mobilidade Urbana, Alexandre Martins, a integração é resultado de um trabalho iniciado anos antes e faz parte de uma visão mais ampla para o sistema de transporte.
"Hoje, nosso trabalho é transformar as demandas da população em soluções concretas, com planejamento, engenharia, fiscalização e presença nas ruas. A principal mudança foi ampliar essa experiência operacional para uma gestão mais técnica, integrada e voltada para a segurança e a qualidade de vida."
Além da integração, a Prefeitura vem ampliando a infraestrutura destinada aos usuários do transporte coletivo, com a implantação de abrigos cobertos e marcadores de pontos de ônibus, os chamados totens, contribuindo para organização, acessibilidade, informação e conforto durante os deslocamentos.
Segurança para quem circula
A segurança viária é outra frente do planejamento. São Vicente foi pioneira na Baixada Santista na implantação da Faixa Azul para motociclistas, com previsão inicial de quatro quilômetros destinados à circulação de motos. A medida contempla trechos da orla do Itararé e da Avenida Marechal Deodoro.
Também fazem parte das ações iniciativas educativas voltadas aos motociclistas, como o Pit Stop do Motoca, que promove orientações de trânsito e a instalação gratuita de antenas corta-pipa.
Já a Operação Lata Velha atua na retirada de veículos abandonados das vias. Foram mais de 400 veículos removidos das vias públicas em sete meses de atuação do programa Lata-Velha.
Mobilidade para além dos carros
As intervenções também incluem a mobilidade ativa, com revitalizações de ciclovias e melhorias nos espaços destinados a pedestres e ciclistas. A ciclovia da Avenida Tupiniquins, no Japuí, por exemplo, passou por uma transformação que ampliou a conexão entre São Vicente e Praia Grande.
A proposta é que essas diferentes ações funcionem de maneira integrada, conectando bairros, equipamentos públicos, transporte coletivo e municípios da região.
"Estamos fazendo uma transformação que vai muito além do trânsito. Temos o avanço do VLT para a Área Continental, que deverá beneficiar cerca de 150 mil pessoas com quatro estações, além dos novos retornos da Linha Amarela, nova faixa de rolamento e melhorias na infraestrutura viária. São investimentos que melhoram a organização, a acessibilidade, a informação e o conforto de quem utiliza o transporte coletivo."
Para Alexandre, o conjunto de ações representa uma mudança na forma de pensar a mobilidade urbana, considerando não apenas obras individuais, mas a relação entre os diferentes modos de deslocamento.
"A segurança viária é uma prioridade. São ações diferentes, mas com o mesmo objetivo: reduzir riscos, organizar o trânsito e preservar vidas."
Próximos passos
Entre os projetos que integram esse processo de transformação está também a nova Rodoviária Municipal, ampliando a estrutura destinada aos deslocamentos intermunicipais e regionais.
"Anos atrás, a Ponte dos Barreiros estava fechada para veículos. As pessoas encaravam sol e chuva para chegar no trabalho. Hoje, estamos transformando o que antes era pesadelo em um sonho, com o VLT atravessando a ponte e chegando à Área Continental, grandes vias sendo reurbanizadas, ciclovias, transporte público, segurança viária e uma nova Rodoviária, à altura do que São Vicente merece. É um conjunto de investimentos que prepara a Cidade para o futuro e, principalmente, melhora a forma como as pessoas se deslocam no dia a dia", destaca o prefeito Kayo Amado.
A combinação entre reurbanização de vias, expansão do transporte sobre trilhos, integração entre modais, melhorias para ciclistas e pedestres e ações de segurança viária compõe uma estratégia de mobilidade que busca acompanhar o crescimento e as necessidades de São Vicente.
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