EDUCAÇÃO
Iniciativa faz parte das aplicações do programa "Pequenos Economistas", lançado recentemente pela Secretaria de Educação
Da Redação
02/09/2026 — quarta-feira às 12h00
Divulgação
Cédulas de dinheirinho, brindes individuais e matemática de forma divertida. Essa é a nova rotina dos alunos do 4º ano A da AMEI Rei Pelé, no Samaritá. O professor Fernando Ribeiro de Matos encontrou uma maneira diferente de aplicar o programa "Pequenos Economistas", lançado recentemente pela Secretaria de Educação de São Vicente (Seduc), que tem como objetivo levar conhecimentos de educação financeira e matemática aos alunos da rede municipal.
A metodologia utilizada pelo professor consiste em entregar, diariamente, R$ 20 em "dinheirinho" de brincadeira para cada aluno que comparece às aulas. O valor também está relacionado à assiduidade, ao comportamento e à realização das atividades propostas em sala.
Ao final da dinâmica, prevista para o Dia das Crianças, os estudantes poderão utilizar o dinheiro acumulado para comprar brindes em uma lojinha montada dentro da própria sala de aula. Entre os itens disponíveis estão brinquedos, guloseimas, livros e canetinhas de colorir.
Além das compras individuais, a turma também pode utilizar o dinheiro acumulado para adquirir brindes coletivos, como passeios externos, piqueniques literários e sessões de cinema, entre outras atividades. A proposta estimula o planejamento financeiro individual e a cooperação na tomada de decisões em grupo.
Para o professor Fernando, o mercadinho vai além de uma brincadeira e contribui para o envolvimento dos estudantes com as atividades escolares. "Eu percebi que, dessa forma, os alunos ficavam mais engajados. Então, quando eu consegui atrelar o dinheiro diário com a assiduidade, com a questão do comportamento e com a execução das tarefas, percebi que melhorei muito a participação deles. Eles começaram a conversar entre si: 'olha, o mercadinho', 'olha, a lojinha'. Esse sistema foi muito benéfico, porque eles começaram a se engajar mais e a gente melhorou o engajamento. E aí, nas compras coletivas e individuais, eu pensei em dar, no dia, um desafio para eles, porque eles precisavam pensar como fariam a compra coletiva e aprender o que era uma compra individual".
A estudante Miriã, de 9 anos, aprovou a iniciativa e conta que a dinâmica também se tornou um incentivo para frequentar a escola.
"Eu acho muito legal. Essa matéria é muito importante para mim porque eu gosto muito de matemática. E, se eu pudesse, faria de novo no 5º ano. Pediria para a professora fazer de novo. Isso me incentiva muito, muito, muito, muito a vir para a escola, porque eu me sinto muito feliz fazendo isso. Eu já estou com R$ 900 e era para estar com R$ 1 mil, mas está bom".
Para a secretária de Educação de São Vicente, Michelle Paraguai, é importante que cada professor tenha autonomia para conduzir a aplicação da educação financeira de acordo com a realidade e as necessidades de cada turma. "A gente oferece a possibilidade do programa, mas é importante que cada professor realize de acordo com a realidade da sua turma. Algumas turmas têm dificuldades diferentes das outras. Por isso, trazemos possibilidades de recursos e estratégias, mas a autonomia do trabalho é do professor, e damos o maior incentivo e valorização possível".
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