SAÚDE
Da Redação
19/08/2026 — quarta-feira às 05h53
Divulgação - Foto: Larissa Fábia
Mongaguá vive, em 2026, um cenário de dengue muito diferente do registrado no ano passado. Até 15 de agosto, os casos confirmados da doença despencaram 92,3%, passando de 78 para apenas 6. A queda acentuada também se reflete nas notificações de casos suspeitos, que passaram de 488 no mesmo período de 2025 para 115 neste ano, uma redução de 76,4%.
Essa mudança de cenário é resultado direto da atuação contínua da Vigilância Epidemiológica no monitoramento do Aedes aegypti. Para alcançar esse resultado, a estratégia municipal concentrou-se no monitoramento precoce, no mapeamento de áreas de risco e no treinamento das equipes de campo. Diariamente, os Agentes de Combate às Endemias também realizam vistorias casa a casa, buscando identificar e eliminar possíveis focos do mosquito.
Trabalho antecipado e capacitação técnica
Logo em janeiro, agentes municipais e estudantes de Medicina percorreram juntos os bairros com histórico de casos positivos para realizar o bloqueio de criadouros e avaliar a presença de larvas.
Antes das ações de rua, os profissionais da rede municipal passaram por orientações específicas para identificação e notificação de casos. Em abril, os Agentes de Combate às Endemias receberam uma nova atualização técnica para aprimorar as vistorias e o registro digital de dados.
Escolas e terrenos também são vistoriados
A rotina inclui lugares que nem sempre estão associados à dengue no dia a dia. Creches e escolas municipais, por exemplo, recebem vistorias quinzenais, com atenção para áreas externas, reservatórios, calhas e outros pontos que possam acumular água.
O combate aos criadouros também passa por terrenos e imóveis particulares, onde o acúmulo de água, lixo ou entulho pode favorecer a presença do mosquito. Nesses casos, a Vigilância Sanitária atua a partir das denúncias e das fiscalizações realizadas no município.
Novas regras sancionadas em julho permitem que a Prefeitura execute a limpeza de áreas particulares caso o proprietário ignore a notificação, repassando os custos do serviço ao responsável.
Menos casos, mas dengue ainda exige atenção
Mesmo com a queda expressiva, Mongaguá registrou um óbito por dengue este ano. No mesmo período de 2025, também houve um óbito. O dado mostra que a redução dos casos não elimina o risco de evolução para quadros graves e mantém a necessidade de atenção aos sintomas e aos cuidados para evitar água parada.
"Quando os casos diminuem, nosso trabalho não diminui junto. Pelo contrário: é justamente nesse momento que precisamos continuar atentos para identificar rapidamente qualquer novo registro e evitar que ele se transforme em novos focos de transmissão", afirma Ana Carolina Lattari, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.
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