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Mongaguá tenta reaver prédio de unidade escolar repassado ao Estado

Segundo o Estado, o prédio da Escola Regina Maria foi inserido no escopo de trabalho da rede estadual para 2026

Da Redação

Da Redação

22/11/2025 — sábado às 05h16

Mongaguá tenta reaver prédio de unidade escolar repassado ao Estado

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A Prefeitura de Mongaguá tem tentado nos últimos dois meses que o Governo do Estado desconsidere a devolução pela gestão anterior do prédio da Escola Regina Maria, em Agenor de Campos. Com a transferência, a rede estadual ocuparia em 2026 as 10 salas de aula da unidade para o Ensino Médio, descobrindo sobremaneira a assistência do Ensino Fundamental II, que é de competência do município.     

 

Em visita à Secretaria Estadual de Educação, nesta terça-feira (18/11), a prefeita Cristina Wiazowski apresentou novos argumentos para tentar sensibilizar o secretário-executivo da Pasta, Vinicius Mendonça Neiva. A deputada estadual Camila Godoi, que tem participado ativamente desta interlocução, também participou do encontro.

 

Segundo a chefe do Executivo, Mongaguá, hoje, registra uma lista de 800 alunos do Ensino Fundamental II que precisa ser contemplada, e as unidades de ensino daquela região de Agenor de Campos não conseguem mais abarcar esta demanda. Com isso, esse volume de estudantes teria que ser distribuído em escolas mais distantes de suas casas, podendo, inclusive, provocar evasão. 

 

"Entendemos que essa devolução foi equivocada, pois cria barreiras de acesso aos estudos pelos alunos e gera insegurança aos pais. Obviamente, queremos beneficiar todos os alunos, afinal todos eles são moradores de Mongaguá e igualmente têm direito. A questão é que precisamos acomodar as situações e equilibrar o atendimento aos níveis de ensino", ressaltou Cristina. 

 

Segundo o Estado, o prédio da Escola Regina Maria foi inserido no escopo de trabalho da rede estadual para 2026. Contudo, de acordo com a prefeita, 10 salas é uma quantidade excedente para a demanda do Estado no município, que poderia ser acomodada em três ambientes. 

 

"Uma alternativa possível, providencialmente para 2026, seria o compartilhamento do espaço. De repente, de manhã e à tarde pelo município, e à noite, pelo Estado. Ao longo do ano poderíamos ajustar as questões e propor soluções mais enérgicas para 2027. O importante é não deixar nenhum aluno sem estudar, e, de preferência, que ele tenha acesso à escola mais próxima de sua casa", ponderou a prefeita. 

 

Em virtude das argumentações, o secretário-executivo solicitou o agendamento de uma nova reunião para a semana pós-feriado prolongado, em Mongaguá, envolvendo técnicos da Prefeitura e equipes da Diretoria Regional de Educação na Baixada Santista, para um estudo de possibilidades.

 

Participaram do encontro de terça-feira ainda os secretários municipais de Governo, Paulo Wiazowski Filho, e de Educação, Maria Marta Soares, além da secretária-adjunta de Educação, Jaqueline Bartiê; do responsável pela Unidade Gestora de Convênios da Prefeitura, Ricardo dos Santos Ferreira, e da assessora parlamentar da Secretaria Estadual de Educação, Andrea Grecco.

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