HABITAÇÃO
Parceria vai beneficiar 5,5 mil famílias com segurança jurídica da posse e direito à moradia digna
Da Redação
19/10/2025 — domingo às 07h00
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Cerca de 5,5 mil famílias que vivem há décadas no Dique da Vila Gilda, em Santos (SP), serão beneficiadas com ações de regularização fundiária urbana de interesse social (REURB-S). O Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), assinou nesta quarta-feira (8/10) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Município de Santos para dar início ao processo de regularização da área.
A assinatura do acordo marca um avanço significativo na busca por soluções definitivas para o Dique da Vila Gilda, considerada a maior favela de palafitas da América Latina. A iniciativa vai assegurar segurança jurídica da posse e o direito à moradia digna às famílias que vivem no local, especialmente nas áreas já aterradas e com habitações consolidadas.
A ação integra a Linha 2 do Programa Imóvel da Gente, voltada ao desenvolvimento e à execução de projetos de regularização fundiária e urbanização. "O projeto contará com recursos do PAC Periferia Viva, coordenado pelo Ministério das Cidades, que prevê R$ 178 milhões em investimentos na região, além de R$ 9,5 milhões de contrapartida do município", explica a secretária adjunta do Patrimônio da União, Alessandra D'Ávila. Ela destaca que a parceria com o Ministério das Cidades vem impulsionando novos projetos de regularização fundiária em São Paulo, integrando programas como o Imóvel da Gente, o Minha Casa Minha Vida e o PAC Periferia Viva.
O Dique da Vila Gilda é uma área marcada por vulnerabilidades sociais, incêndios recorrentes e risco habitacional. A assinatura do ACT reforça o compromisso do Governo federal com a promoção da moradia digna e da inclusão social em áreas urbanas consolidadas.
"O presidente Lula, como é notório, morou em casa palafita, então ele tem consciência da precariedade e das condições de vida das pessoas que vivem nessas áreas. Ele não cansa, a cada vez que passa pela Baixada Santista, de estimular sua equipe e a Prefeitura a fazerem o possível para dar condições de moradia dignas para essas famílias", afirmou a diretora de Destinação de Imóveis da União, Cassandra Nunes.
"As famílias ocupam essas áreas porque não têm outra opção — e o papel do Estado é justamente oferecer alternativas acessíveis e adequadas à realidade de cada uma. Esse é um esforço federativo, que envolve União, estados e municípios, que precisam trabalhar juntos para garantir o direito à moradia", acrescenta Alessandra D'Ávila, secretária-adjunta da SPU.
Participaram da cerimônia de assinatura do ACT a secretária adjunta da SPU/MGI, Alessandra D'Ávila; a diretora de Destinação de Imóveis da União, Cassandra Maroni Nunes; e a coordenadora-geral de Regularização Fundiária, Lauren Cavalheiro da Costa. O prefeito de Santos, Rogério Santos, assinou o acordo em nome do município. O evento foi realizado no Centro de Convivência do Rádio Clube, em Santos.
Imóvel da Gente
O Programa Imóvel da Gente já destinou cerca de 1300 imóveis da União para políticas públicas em todo o país, beneficiando aproximadamente 400 mil famílias em 500 municípios, nos 26 estados e no Distrito Federal — o que representa mais de 18,5 mil km² de área total. Somente na Linha 2 – Regularização Fundiária e Urbanização, já são 33 imóveis destinados, com potencial para beneficiar cerca de 360 mil famílias em 28 km² de áreas regularizadas. A regularização fundiária é o processo que garante aos moradores de áreas informais o direito à moradia formal e à propriedade, reconhecendo a posse e concedendo títulos de propriedade de forma legal e segura.
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