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TECNOLOGIA

Instituto Burburinho Cultural inaugura projeto de robótica educacional em Guarujá

Com o objetivo de estimular o aprendizado científico, o Engenhoka acontece na Escola Municipal Gladston Jafet, na Vila Lygia

Robson de Castro

Robson de Castro

31/08/2024 — sábado às 07h00

Instituto Burburinho Cultural inaugura projeto de robótica educacional em Guarujá

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Referência em projetos de impacto sociocultural unindo educação e tecnologia, o Instituto Burburinho Cultural lançou neste mês o Engenhoka, projeto pioneiro e inovador de cultura maker, que une robótica e artes visuais com o objetivo de estimular o aprendizado científico. Na Baixada Santista, o programa está sendo realizado na Escola Municipal Gladston Jafet, na Vila Lygia, Guarujá, com apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação.

Serão beneficiados cerca de 60 alunos do 6º ao 9º ano. As atividades acontecem em um estúdio maker completo, com impressoras 3D, tablets, mobiliário, boxes de livros e material pedagógico, até dezembro. Ao final do Engenhoka, a escola herdará o laboratório equipado montado para a execução do programa.

Novos saberes
Neste período, a formação ocorre ao mesmo tempo no contraturno de seis escolas públicas do Rio de Janeiro e São Paulo. Cada uma delas recebe o estúdio maker completo.

Calcula-se que mais de 500 alunos participem das atividades, a um só tempo, adquirindo novos saberes e ganhando familiaridade e conhecimento no campo das artes visuais, a partir de grandes nomes da pintura, escultura, objetos e movimentos estéticos. O Engenhoka é idealizado pelo diretor de projetos do Instituto Burburinho Cultural, Thiago Ramires, à frente de uma equipe multidisciplinar dentro e fora do Brasil.

Para a elaboração do projeto, a edtech Picode, especializada em cultura maker para utilização pedagógica, realizou a linha do tempo e a base pedagógica que conduzem as aulas. A parte artística propriamente dita cabe à seleção feita pela curadora Fabiana Moraes, radicada há 20 anos na França, ao interligar aspectos da robótica (como mecânica e eletrônica) a trabalhos de artistas visuais que mudaram paradigmas entre o século XIX e o século XX. As aulas contam com referências a Alexander Calder, ao pintor Joan Miró, Marcel Duchamp, László Moholy-Nagy, além de brasileiros como Sérvulo Esmeraldo, Abraham Palatnik e Lygia Clark.

Com a palavra, o diretor Thiago Ramires: “Esse é o nosso primeiro projeto de cultura maker, unindo ensino de robótica às artes visuais em escolas públicas. Temos conosco marcas como Google, Fundação Siemens, Simpress, Digix e Wilson Sons, apostando no firme propósito de que é possível ensinar os alunos a criarem robôs, ao mesmo tempo que realizam esculturas. Nossa ideia é diluir as fronteiras entre ciência e artes, desfazendo a crença de que são mundos completamente opostos. O Engenhoka comprova que é possível aprender ciência e arte juntas e, mais, interligadas.”

Nascida em Niterói, Fabiana Moraes é doutora em comunicação e cultura, mestre em estética e ciências da arte e curadora. Há 20 anos trabalha com políticas culturais e na França exerce a função de gerente de projetos culturais na Secretaria de cultura da cidade de Amiens, França. “Vamos relacionar arte e ciência a partir do conceito de movimento, que orientou as pesquisas científica e artística em alguns momentos da história no Ocidente. O conceito abarca a obra de artistas que atuaram desde o final do século XIX até alguns da atualidade. A ênfase é a Arte Cinética, no Brasil, com nomes como Abraham Palatnik, Lygia Clark e Sérvulo Esmeraldo”, cita.

Primeiro ano
Nesse primeiro ano, o Engenhoka está nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital fluminense: Colégio Estadual Souza Aguiar, no Centro e, em Niterói, no Colégio Estadual Zuleika Raposo Valadares, na Ilha da Conceição.

Em São Paulo, capital, está na EMEF Jayro Ramos, Pirituba. Nos municípios paulistas de Jundiaí a iniciativa ocorre no E. E. Alessandra Cristina Rodrigues de O Pezzato; Santana do Parnaíba na ETEC Profª Ermelinda Giannini Teixeira; e em Guarujá na E.M. Gladston Jafet. Ao longo do percurso do curso, os alunos integram ações que despertam curiosidade e sensibilidade através de módulos com desafios e aplicação das etapas na prática. No total, são 40h de aula no contraturno.

Projeto aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, o Engenhoka conta com patrocínio da Fundação Siemens (@fundacao_siemens), Simpress, Digix, Wilson Sons e Google Brasil e é realizado pela Burburinho Cultural e Ministério da Cultura, Governo Federal - União e Reconstrução.

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