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Cadastro PCD-PG teve mais de 1.300 questionários respondidos

Objetivo é criar novas políticas públicas específicas para este público

Prefeitura de Praia Grande

Prefeitura de Praia Grande

05/07/2024 — sexta-feira às 15h00

Cadastro PCD-PG teve mais de 1.300 questionários respondidos

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Um total de 1.301 pessoas responderam ao Cadastro PCD-PG, lançado em  maio deste ano pela Prefeitura de Praia Grande com o objetivo de  realizar um diagnóstico das pessoas com deficiência que vivem na  Cidade e, assim, criar políticas públicas específicas para estas  pessoas. Um balanço preliminar dos cadastros foi finalizado esta  semana e já aponta informações importantes que poderão ser utilizadas  futuramente pela Administração Municipal para melhorar a vida das  pessoas com deficiência. O cadastro será retomado em outubro, após a  análise completa dos dados já coletados.

O cadastro ficou disponível para preenchimento até o dia 30 de junho  com acesso no site da Prefeitura e também em postos físicos que foram  disponibilizados em locais estratégicos como os terminais rodoviários,  a Casa dos Conselhos e unidades municipais de assistência social e de  saúde.

Conforme o levantamento realizado pela Secretaria de Planejamento  (Seplan), responsável pelo desenvolvimento do cadastro, foram  validados 1.301 cadastros, representando 0,37% da população  praia-grandense, registrada no Censo 2022 (IBGE). Dentre os cadastros  realizados, 6 cadastros foram preenchidos por residentes em outros  municípios. O cadastro foi elaborado com a assistência de membros do  Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comped).

Mais de 60% dos cadastros corresponderam a pessoas solteiras e  brancas, cujo responsável legal era a própria pessoa. Os cadastros de  pessoas com outros responsáveis legais corresponderam a 36,20% das  respostas.

A proporção entre sexo biológico masculino e feminino foi equilibrada,  51,04% e 48,96%, respectivamente.

As faixas etárias predominantes foram de cadastros de pessoas até 16  anos (30,05%); seguido de 45 a 59 anos (23,60%); de 35 a 44 anos  (14,99%); maior de 60 anos (12,84%); de 24 a 34 anos (10,61%); de 20 a  24 anos (4,30%); e de 16 a 19 anos (3,61%).

A maior parte das pessoas com deficiência que responderam ao cadastro  possuíam deficiência congênita, ou seja, nasceram com ela,  representando 54,80% dos preenchimentos.

A maioria das pessoas (1137 - 87,39%) declarou possuir apenas uma  deficiência. Em análise ao número total de deficiências, a principal  natureza foi a física (34,16%); seguida de Transtorno do Espectro  Autista (TEA) (29,60%); intelectual ou mental (19,09%); sensorial  (visual) (9,58); e sensorial (auditiva) (7,57%).

Dentre as deficiências combinadas, destaque para intelectual ou mental  + Transtorno do Espectro Autista (TEA) (representando 37,20% das  deficiências combinadas); e física + intelectual ou mental (26,83%).

Das 1.301 respostas, 96,69% das deficiências foram identificadas como  permanentes, sendo que 86,47% das deficiências permanentes possuem  laudo. As outras 3,31% deficiências foram classificadas como  temporárias sem laudo.

A maior parte dos diagnósticos ocorreu na primeira infância (0 a 6  anos), com 42,97% das respostas, seguido de diagnóstico na idade  adulta (36,36%), destacando-se as causas de deficiência neurológica  (22,38%), congênita ou genética (18,86%) e outras (18,30%).

A maior parte das pessoas com deficiência que responderam ao cadastro se
comunicavam por meio da voz (68,95%), seguido da comunicação por  outras formas (14,60%). A maioria não necessitava de recursos de  acessibilidade (70,98%). Mais de 60% das pessoas se consideravam  independentes para realizar sua alimentação, higiene pessoal, para  vestir-se, escrever e locomover-se. Já para a realização de atividades  sociais, apenas 44,66% considerou-se independente, 33,13%  considerou-se semi-independente e 22,21% considerou-se dependente.

O levantamento traz ainda informações relacionadas aos serviços  oferecidos pela Administração Municipal, como atendimento médico  (particular ou público), educação, emprego e renda, habitação e  rotinas (meio de locomoção, entretenimento).

De acordo com a secretária de Planejamento, Eliana Cristina Jerônimo  Ferreira, o próximo passo será o cruzamento das informações obtidas no  Cadastro PCD-PG com dados que a Administração Municipal já detém, com  base em cadastros realizados pelas secretarias municipais. “O objetivo  é conseguirmos montar um Cadastro Único Municipal específico sobre  pessoas com deficiência. Para isso, vamos continuar trabalhando nessas  informações e também na promoção e fortalecimento de campanhas para  identificação, cadastramento e re/ratificação de dados das pessoas”.

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