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Peixe barrigudinho é arma eficaz no combate à dengue em Praia Grande

Esse serviço costuma ser indicado especialmente para aqueles imóveis  de veraneio, em que o proprietário deixa muito tempo fechado e não  consegue limpar a piscina regularmente

da Prefeitura de Praia Grande

da Prefeitura de Praia Grande

03/05/2024 — sexta-feira às 18h01

Peixe barrigudinho é arma eficaz no combate à dengue em Praia Grande

Esses pequenos seres se alimentam dos  micro-organismos formados e, claro, das larvas e ovos. - PMPG

Uma estratégia bastante eficaz no combate ao Aedes Aegypti, que  transmite o vírus da dengue, chikungunya e zika, é a colocação de  peixes em grandes locais com água parada. Praia Grande utiliza esse  mecanismo simples, natural e que traz ótimos resultados. Popularmente  conhecidos como Barrigudinho (poecilia reticulata) e lebiste, esses  peixinhos comem as larvas e os ovos do Aedes Aegypti e de outros  mosquitos, evitando a proliferação das arboviroses.

Esse serviço costuma ser indicado especialmente para aqueles imóveis  de veraneio, em que o proprietário deixa muito tempo fechado e não  consegue limpar a piscina regularmente. Para evitar que o mosquito da  dengue se crie no local, as equipes da Saúde Ambiental depositam os  peixes na piscina.

Esses pequenos seres se alimentam dos  micro-organismos formados e, claro, das larvas e ovos.

“A colocação desses peixes nas piscinas faz parte do controle  biológico que utilizamos e surte bastante efeito. E ainda ajuda muito  economicamente porque evita de a pessoa ter que limpar sempre a  piscina e colocar cloro”, afirma a diretora da Divisão de Saúde  Ambiental, Maria Fernanda Gonçalves

Mas atenção! As piscinas que recebem o Barrigudinho não podem ter  nenhum outro tipo de tratamento, como cloro, água sanitária ou sal,  pois esses componentes matam esse peixe. Ou seja, se a pessoa limpa  regularmente a piscina, já está combatendo a dengue e não precisa do  peixinho.

“O ideal nesses casos é a piscina estar suja, com água turva, pois,  assim, vai haver o micro-organismo para o peixe se alimentar, além do  pH estar propício para que ele fique vivo. O peixe é larvófago,  portanto, vai se alimentar das larvas e dos ovos que eclodirem na  piscina”, explica Maria Fernanda.

Basta aplicar os peixes uma vez na piscina que o tratamento contra a  dengue está garantido. “Esses peixes se multiplicam muito fácil, tem  piscinas de casas de temporada que ficam um longo tempo sem uso e que  a gente aproveita para ser nossos tanques, ou seja, nós vamos até lá  para pegar os peixes para fazer a distribuição em outros lugares”,  conta.

Esses peixes também são aliados nas grandes obras, pois eles são  colocados no fosso do elevador assim que é feita a fundação do  edifício. Isso porque, esses locais costumam reter água por longos  períodos.

Em caso de denúncia sobre foco de dengue, ou solicitação dos peixes, o  munícipe deve entrar em contato com a Ouvidoria SUS (telefones  0800-773-3020 / 3472-9764, e-mail:  [email protected] ou presencialmente na Rua João  de Souza, s/n°, Mirim, segunda à sexta, das 9h às 16h). Com a  solicitação aberta, a equipe da Saúde Ambiental é acionada para fazer  uma vistoria no imóvel.

Demais ações – Os agentes de combate às endemias estão percorrendo os  bairros e visitando as residências para a realização do bloqueio de  criadouros, além de orientar a população para evitar o surgimento de  locais propícios para a criação de larvas do vetor das doenças. As  equipes também têm feito a Avaliação de Densidade Larvária (ADL),  coleta de larvas de mosquito nos imóveis para saber quais bairros  concentram a maior quantidade e ajudar a direcionar as ações dos  profissionais.

Praia Grande também tem reforçado os trabalhos de nebulização com a  máquina pulverizadora acoplada ao carro, conhecido popularmente como  fumacê. Atualmente, as ações ocorrem no Bairro Canto do Forte, após  passar por Guilhermina e Tupi. Ao mesmo tempo, segue o trabalho de  nebulização com a máquina costal em áreas de casos confirmados.

Outra iniciativa é a visita a obras e pontos estratégicos, casos de  cemitério, desmanche de veículos, borracharias e locais de reciclagem  de materiais. Ainda fazem parte das atividades as campanhas educativas  nas unidades de saúde e nas escolas municipais, por meio do setor de  Informação, Educação e Comunicação (IEC), da Divisão de Saúde Ambiental.

O uso das armadilhas ovitrampas, criadas para capturar o mosquito  Aedes Aegypti, é mais uma arma na luta contra a dengue. Instaladas em  lugares de maior risco, as armadilhas seguem sob monitoramento e  servem para indicar os tipos de mosquitos que estão sobrevoando por  aquele local, ampliando as possibilidades de vigilância e ação dos  técnicos da Sesap.

Emergência – A Prefeitura de Praia Grande decretou em 8 de março  situação de emergência em saúde pública para a dengue. Essa medida  permite adotar todas as medidas administrativas necessárias a fim da  imediata resposta por parte da Administração Municipal, visando o  enfrentamento das arboviroses urbanas. Foi criado ainda o Centro de  Enfrentamento das Arboviroses Urbanas de Praia Grande (CEAU-PG), que  reúne diversas secretarias, instituições de saúde e órgãos públicos  para fortalecer as atividades educativas.

Faça a sua parte – A população também precisa fazer a sua parte na  guerra contra o mosquito Aedes Aegypti, pois mais de 90% dos focos do  mosquito estão nas residências. Veja como:

- Mantenha a caixa d’água bem fechada e coloque uma tela no ladrão da  caixa d’água;
- Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr  pelas calhas;
- Elimine os pratinhos de vasos de plantas ou coloque areia até a  borda do prato;
- Mantenha os ralos telados e limpos jogando sal e cloro;
- Mantenha latas e garrafas com a boca virada para baixo e pneus em  locais cobertos;
- Faça sempre a manutenção de piscinas ou fontes usando os produtos  químicos apropriados.

Outra dica é descartar os pneus velhos e outros itens que acumulam  água em um dos Ecopontos do Município. Os endereços podem ser  consultados na Carta de Serviços, disponível no site  (www.praiagrande.sp.gov.br).

Sintomas – Em caso de sintomas como febre alta de início súbito, dores  pelo corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de  apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo, a pessoa pode  procurar a Unidade de Saúde da Família (Usafa) na qual está  cadastrada. Em caso de sangramento, dor abdominal intensa, vômitos  persistentes, aumento do fígado ou acúmulo de líquido, o munícipe deve  se dirigir às Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) Samambaia ou  Quietude ou o Pronto-Socorro Central, no Bairro Guilhermina.

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