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EDUCAÇÃO

Projeto acadêmico de "Justiça Climática" da USP chega às escolas de São Vicente

Ação faz parte do projeto firmado por um convênio da Administração Municipal com oito universidades

da Prefeitura de São Vicente

da Prefeitura de São Vicente

30/04/2024 — terça-feira às 18h01

Projeto acadêmico de "Justiça Climática" da USP chega às escolas de São Vicente

design sem nome 5 - PMSV

Juntos pela 'São Vicente dos 500 anos', o projeto acadêmico de co-planejamento para Justiça climática que busca apontar soluções para os efeitos das mudanças climáticas, baseadas em evidências científicas e comunitárias, chega às escolas da rede Municipal de Ensino. Nesta quarta-feira (24), os alunos de anos iniciais e finais da UE Lúcio Martins Rodrigues (Vila Margarida) foram os escolhidos para a atividade relacionada à pesquisa.

A pesquisa acadêmica realizada consiste no mapeamento participativo do bairro por quem reside nos entornos das escolas envolvidas, descobrindo assim: quais são as áreas de maior densidade populacional e locais e quais são os maiores impactos climáticos que afetam as comunidades. O objetivo é descobrir e refletir criticamente para projetar soluções orientadas pela prevenção.

Com o objetivo de estudar formas de implantar mudanças na realidade em um futuro não tão distante, não há ninguém melhor em quem plantar essa semente de esperança do que as crianças da cidade por meio da educação, pois elas são o futuro e delas virão os frutos do que é plantado no presente.

A equipe acadêmica da USP, junto de representantes da Secretaria de Educação (Seduc) e Meio Ambiente (Semam), levaram os alunos até a quadra poliesportiva da Unidade Educacional, onde foram projetadas em cartolinas as principais ruas da Vila Margarida, tais como Avenida Mascarenhas de Moraes, Rua do Meio e a Avenida Brasil. A atividade promoveu a interação para as crianças que tiveram que desenhar suas próprias casas localizá-las no mapa.

A outra ação de sensibilização ficou por conta da apresentação do sociólogo e rapper vicentino Brunão Ment'Sagaz, que carrega em suas músicas mensagens que valorizam a educação como ferramenta de transformação. "Imagine o amor de graça amostra nas vitrines. Imagine conscientização através de fanzine. Imagine a educação salvando do crime. Imagine você vendo seu filho crescer, só de pensar. Dá mó prazer, né? É a fé que te leva pra onde quiser até você desistir de acreditar que ela existe e está dentro de você. Sim, por que não? Todos nós temos a missão a cumprir aqui, irmão. Imagine!".

Gislaine de Jesus, de 14 anos, não escondeu a satisfação do aprendizado proporcionado pela atividade e também pela letra do rap. "Foi interessante, né? Para a gente ter consciência. Eu gostei bastante da rima porque faz lembrar do meio ambiente. Ele faz parte de nós, né? Tem que cuidar".

"Nessa primeira dinâmica deu pra perceber, primeiro, boa vontade da parte dos alunos. Eles prontamente foram fazer a atividade, mas que pouco conheciam. Tanto das questões climáticas, quanto dos fenômenos climáticos e, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a noção espaço de localização dentro do próprio bairro. Essa dinâmica com os alunos abriu uma janela para conexão e diálogos para as próximas fases do projeto. Eles moram no mesmo bairro da escola, onde nem mesmo conhecem as diferenças e as dificuldades do próprio bairro. Alguns deles não conseguiram se identificar em nenhum ambiente. Então, para nós que vamos iniciar um projeto, esse diagnóstico é fundamental", afirmou Vandilma Galindo, assessora pedagógica da Secretaria de Educação.

Na sequência foi realizada uma reunião também com os professores da unidade para a apresentação do projeto. A próxima Unidade Educacional que irá receber a equipe acadêmica será a UE Ercília Nogueira Cobra - R. Vale do Rio Pó, 400, Vila Margarida.

Com duração de três anos, o projeto foi firmado por um convênio da Administração Municipal de São Vicente e a Universidade de São Paulo envolvendo oito universidades, sendo três delas nacionais e cinco internacionais. A realização do projeto é uma parceria entre a equipe científica e a gestão publica municipal que não compromete os cofres públicos, visto que é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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