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Santos segue com campanha de busca ativa da Tuberculose

A Secretaria de Saúde de Santos realiza, durante o ano inteiro, o monitoramento e tratamento da doença no Município. Em 2024, Santos contabilizou 116 novos casos de tuberculose. No ano passado, foram registrados 490 casos

da Prefeitura de Santos

da Prefeitura de Santos

22/04/2024 — segunda-feira às 09h42

Santos segue com campanha de busca ativa da Tuberculose

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU - PMS

Até sexta-feira (26), a Secretaria de Saúde de Santos vai realizar uma campanha de intensificação de busca ativa da Tuberculose. O munícipe que estiver com tosse por três semanas ou mais, seja ela seca ou não, pode participar da ação que será realizada no Serviço de Atendimento Adulto, localizado no Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas (CCDI - Rua da Constituição, 556 - Paquetá), das 8h às 11h, e em todas as policlínicas de Santos, das 7h às 10h.

Na campanha, o CCDI de Santos realizará testes nos munícipes que apresentarem os sintomas da doença, que possui cura e tratamento.

A campanha teve início na última quinta-feira (18) e já realizou 124 testes. Os resultados ficarão prontos num prazo de 15 dias e todos os pacientes serão contatados.

A TUBERCULOSE

A Secretaria de Saúde de Santos realiza, durante o ano inteiro, o monitoramento e tratamento da doença no Município. Em 2024, Santos contabilizou 116 novos casos de tuberculose. No ano passado, foram registrados 490 casos.

A tuberculose pulmonar é a mais comum e altamente transmissível pelas gotículas expelidas na tosse, fala ou espirro da pessoa infectada. As gotículas que geram a contaminação contêm os bacilos causadores da doença - sendo o Mycobacterium tuberculosis o mais comum - e podem permanecer suspensos no ar por várias horas, o que facilita a transmissão.

Os medicamentos são disponibilizados gratuitamente pelo Governo do Estado. O tratamento tem duração de, pelo menos, seis meses, com ingestão assistida da medicação necessária na policlínica. O procedimento deve ser feito até o fim, para evitar o ressurgimento da doença com uma resistência maior ao medicamento utilizado. Se isso acontecer, é necessário realizar uma nova terapia. Em casos graves de resistência à medicação, o paciente deve ser internado.

Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa contaminada pode infectar de dez a 15 pessoas em média, em uma comunidade, durante um ano. O risco de transmissão ocorre enquanto o paciente elimina bacilos no escarro. Com o início do tratamento, a disseminação tende a diminuir gradativamente. Os imunossuprimidos são mais vulneráveis à infecção da tuberculose.

É importante manter os ambientes arejados, pois o bacilo é sensível à luz solar e a circulação do ar dispersa as partículas infectantes. Pessoas com suspeita de contaminação ou caso confirmado da doença devem usar máscaras até que o exame indique que o paciente não possui risco de transmissão.

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