DENGUE
Na última quarta-feira (7) foi realizado mais um mutirão de verão no Boqueirão, onde foram eliminados 57 focos com larvas de mosquito por 60 agentes em conjunto com 25 funcionários da empresa Terracom
Da Prefeitura de Santos
09/02/2024 — sexta-feira às 05h30
isabela carrari 6836 - Foto: PMS
A Santos está em alerta para a quantidade de focos com larvas de mosquito. Em seis mutirões realizados neste ano, desde o início de janeiro até a primeira semana de fevereiro, 609 focos com larvas foram eliminados pelos agentes de combate a endemias. O número equivale a 22,4% de tudo o que foi eliminado em 2023 e a 39,3% do total eliminado no ano retrasado.
Na última quarta-feira (7) foi realizado mais um mutirão de verão no Boqueirão, onde foram eliminados 57 focos com larvas de mosquito por 60 agentes em conjunto com 25 funcionários da empresa Terracom, que cedeu um caminhão para o recolhimento de materiais indevidamente descartados e inservíveis. Os achados estavam em ralos externos, piscina, calhas, pratinhos de planta e até em poça d'água no chão. No sábado (10), a partir das 9h, os agentes retornam ao bairro para visitar os imóveis que estavam fechados.
Por isso, o Município se une às demais autoridades sanitárias do País no coro: cerca de 75% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da chikungunya estão localizados dentro das residências. O melhor caminho para evitar a circulação das doenças é evitar que o mosquito chegue à fase adulta. Por isso, é urgente a eliminação de qualquer situação que tenha água parada ou que possa favorecer o acúmulo de água.
“Nossos agentes de combate a endemias são treinados e, por vezes, identificam focos que os munícipes não viram, mesmo aqueles que cuidam bem de suas casas. É muito importante recebê-los: todos usam colete da Prefeitura e crachá funcional. O auxílio da população é fundamental para o sucesso das estratégias da Prefeitura”, destaca secretário de Saúde, Adriano Catapreta.
No ano de 2024, foram registrados cinco casos de dengue e dois casos de chikungunya em Santos. Os números, atualizados toda terça-feira, referem-se apenas ao mês de janeiro e são provisórios, uma vez que o Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência do Estado de São Paulo, ainda enviará à Seção de Vigilância Epidemiológica do Município os resultados de outros exames cujas amostras foram encaminhadas para análise pela Secretaria de Saúde.
O MOSQUITO
As fêmeas do mosquito Aedes aegypti depositam ovos em locais de água parada. Esses ovos necessitam de água e calor para eclodir. Assim, surgem as larvas, que mais tarde se transformam em pupa e, por fim, em mosquito.
Somente as fêmeas se alimentam de sangue humano, necessário inclusive para a maturação de seus ovos antes de serem depositados. Porém, se essa fêmea tiver picado uma pessoa infectada por dengue ou chikungunya, ela se torna transmissora dos vírus ao sugar o sangue de outros indivíduos.
“Diferentemente do pernilongo, o Aedes aegypti não faz barulho e sua picada não gera coceira. Se a pessoa não o vê, pode transmitir uma falsa sensação de segurança. Por isso, é importante seguir um ‘checklist’ e deixar a casa sempre em dia”, orienta a chefe de atividades técnicas do Centro de Controle de Zoonoses de Santos, Ana Paula Favoreto.
PRINCIPAIS DICAS
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