CONSCIENTIZAÇÃO
Os alunos fazem parte do projeto desenvolvido pelo professor de ciências e jogos de estratégia, José Simões de Andrade: "Praia limpa, futuro sustentável: enfrentando os desafios da poluição causada pelo homem no ecossistema de praia"
da Prefeitura de Santos
26/09/2023 — terça-feira às 11h08
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Mais de 30 alunos do 7º ano da UME Avelino da Paz Vieira (Vila Nova) participaram, na manhã desta terça-feira (26), de estudo do meio, na orla da praia de Santos, em frente à Ilha Urubuqueçaba, limpando microlixo usando equipamento feito com material reciclado.
Os alunos fazem parte do projeto desenvolvido pelo professor de ciências e jogos de estratégia, José Simões de Andrade: "Praia limpa, futuro sustentável: enfrentando os desafios da poluição causada pelo homem no ecossistema de praia".
O projeto vem sendo desenvolvido desde agosto. Primeiro, os alunos fizeram maquetes representando o ecossistema da praia e alguns dos problemas ambientais que existem nesse meio. Assim, puderam observar que um dos principais é o descarte irregular de lixo, principalmente plástico. "Pensando nisso, resolvemos fazer um pegador de lixo robótico, utilizando cano de PVC, garrafa pet e barbante, que formam juntos uma garra para pegar os lixos com facilidade", explica o professor José Simões.
A iniciativa é um das selecionadas pelo Prêmio Liga Steam, uma iniciativa promovida pela Fundação ArcelorMittal e Fundação Banco do Brasil, em parceria com a AVSI Brasil e a Tríade Educacional, para reconhecer e valorizar a troca de ideias, a aplicação da STEAM (abordagem de ensino ativo e multidisciplinar que integra as disciplinas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes, Matemática, Humanidades e consciência ambiental) em sala de aula e o engajamento de alunos e professores em desafios de suas comunidades locais.
ESTUDO
Os alunos foram divididos em três grupos para fazer estudo e análise do meio do costão rochoso, espécies que ali habitam e aproveitaram para registrar a atividade em vídeo, aproveitando o cenário, sob a coordenação da professora de artes, Camila Emílio de Moraes.
Para a aluna Laís Santos, 13 anos, o encontro com a natureza trouxe mudança de perspectiva. "Achei bem legal sair para fazer essa visita à praia, agora olhamos o meio ambiente de outra maneira e queremos ter a praia limpa".
De acordo com Juliana Gama da Silva Borges, 13 anos, foi uma experiência muito "legal". "Gostei muito, saímos da rotina e acabamos tendo consciência sobre o meio ambiente. Já fizemos uma maquete e agora um pegador que vai ajudar a recolher o lixo da areia que vai ajudar nossa praia".
"É bem legal e criativo porque estamos usando um equipamento que nós mesmo fizemos, já recolhemos muitos plásticos e tampas. Eu acho legal conscientizar porque quando estivermos mais velhos ainda vamos lembrar sobre esse projeto e conseguir passar esse conhecimento adiante", declarou o aluno Isaac José de Sousa, 13 anos.
"O foco do projeto é despertar nos alunos o pensamento sustentável, que tenham consciência que o nosso ecossistema de praia é muito importante para a nossa região, por isso temos que preservar e respeitar para que a cidade tenha condições de receber turistas de para a qualidade de vida dos moradores", completou José Simões.
Para Camila, é uma oportunidade para colocar em prática o que eles têm vista na sala de aula. "Nós estamos fazendo um trabalho sobre cinema e eles estão montando um documentário sobre os projetos que estão acontecendo na escola. Combinamos de vir todos juntos para que fosse possível realizar as imagens e assim conseguirmos concluir o documentário. Cada professor montou uma estratégia e juntamos para realizar essa saída de campo, é muito importante eles saírem e terem esse contato com museus, meio ambiente e terem a pratica desses projetos".
A professora de Ciências, Ana Paula dos Santos, declarou que a atividade amplia o conhecimento e muda a percepção dos alunos em relação ao meio em que vivem. "Combinamos esse estudo do meio para que eles tenham uma educação oceânica, os alunos vão conseguir perceber a importância de preservar e reciclar os lixos. Estamos na década do oceano da ONU e promover esses estudos do meio é fundamental para o conhecimento deles".
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