BAIXADA SANTISTA
Com patrocínio da Usiminas, projeto oferece oficinas gratuitas nas cidades de Cubatão, Santos, São Vicente e Praia Grande. Escolas e comunidade também são beneficiadas
da Redação BS9 - Victor Persico
25/05/2023 — quinta-feira às 05h30
O Instituto Querô busca promover políticas para o desenvolvimento de atividades produtivas, geração de emprego, empreendedorismo, criatividade e inovação - Divulgação
A iniciativa realizada pelo Instituto Querô visa promover aceso à arte e à cultura, estimulando o desenvolvimento sustentável das comunidades. A ação conta com o patrocínio da Usiminas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio do Instituto Usiminas.
Para o jovem de 21 anos, Dikuã Jahmall, "Teve e tem um impacto significativo na minha vida".
O instituto Querô oferece cursos gratuitos de capacitação e produção audiovisual nas cidades de Cubatão, Santos, São Vicente e Praia Grande.
Com o crescimento profissional como um dos valores da ação, mais de 100 jovens já foram indicados para vagas de trabalho e outros 114 cadastrados em banco de talentos. Alguns alunos foram incluídos como assistentes em sessões de cinema realizadas pelo instituto.
Segundo a coordenadora institucional da organização, Tammy Weiss, "nosso objetivo é despertar talentos e apresentá-los para o mundo. Buscamos impulsionar a vida desses jovens numa transformção social e cidadão. Já faz 17 anos que o Querô se tornou um sonho concreto e real, com resultados. Dá um orgulho imenso olhar nossa trajetória e ver tantos jovens que foram capacitados e vivem do audiovisual".
Giovanna Rodrigues Bertoni, de 17, já está no segundo ano de formação e entende bem a importância do projeto em seu despertar profissional. Para além da experiência diária, ela reconhece inúmeros aprendizados no decorrer das oficinas.
"O Querô nos auxilia muito, e nos proporciona capacitação para diversos setores, além da oportunidade de fazer cursos onde podemos aprofundar nossos conhecimentos. Também aprendemos a lidar com as pressões do dia a dia e nossos sentimentos nas aulas psicossociais, e isso é muito importante”, conta.
Dikuã Jahmall também cursa o segundo ano e destaca enxergar no projeto uma de suas principais fontes de conhecimento. Os resultados no seu desenvolvimento, segundo ele, são visíveis. “Me tornei mais responsável, e meu relacionamento com a equipe foi essencial para isso. Neles, pude ver atitudes que passei a admirar e almejar. Foi assim que me espelhei em aspectos de cada um deles e moldei o que eu queria para mim.”
No Oficinas Querô, as atividades multidisciplinares são gratuitas e focadas na democratização do acesso à arte, utilizando o audiovisual como ferramenta de socialização dos participantes e buscando fortalecer suas identidades, dar voz às suas histórias, adquirir conhecimentos e despertar habilidades para a transformação pessoal e profissional. O curso conta com acompanhamento psicossocial, transporte e participação em eventos culturais. Após o primeiro ciclo, cerca de 20 jovens são selecionados para dar sequência à capacitação no ano seguinte.
E não para por aí. O projeto segue com mais duas ações na Baixada Santista. Uma delas é o Querô na Escola, destinada a levar formação em audiovisual para instituições públicas de ensino da região. Público geral também será beneficiado, com o Querô Comunidade, que deve abrir inscrições em breve. Ao final das oficinas, os filmes produzidos são inscritos em festivais de cinema e disponibilizados no canal oficial do projeto no YouTube.
Responsabilidade compartilhada
O Instituto Querô busca promover políticas para o desenvolvimento de atividades produtivas, geração de emprego, empreendedorismo, criatividade e inovação. Também trabalha no fortalecimento de iniciativas para proteger e salvaguardar o patrimônio natural e cultural do Brasil, incluindo o patrimônio material e imaterial, o que reforça a atuação social da Usiminas.
“É uma alegria poder contribuir com ações que buscam oferecer oportunidades para mudar a realidade das pessoas. Esse projeto faz isso muito bem, destacando ainda a identidade local e o pertencimento de cada jovem. Isso nos engrandece e nos motiva”, salienta Mateus Alexandre da Silva, diretor executivo da Usina de Cubatão da Usiminas.
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